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"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm." (1 Coríntios 10:23a)

transeuntes.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Sexta-feira, leite quente, biscoitos e um canudo cancerígeno.

Cá estou... buenas!
Hoje está uma sexta-feira fria e garoa lá fora. Estou no meu quadrado mas hoje temos alguém a mais, seu nome é Elisa, minha filha de 5 anos, e neste momento ela dorme como um anjo negro, tão plácida, frágil, eu zelo seu sono, mas ninguém diz que há algumas horas atrás ela estava terrivelmente pulando e dançando com sua chinela barulhenta na cabeça da velhinha nossa vizinha que reside abaixo de nossos pés.
Hoje resolvi de bom grado ficar em casa, estou meio sem vontade de sair, prefiro os sábados as sextas-feiras e até mesmo porque não há quem queira velar o sono da minha filha a não ser eu mesmo, bem diz o ditado popular: "quem pariu Mateus que o balance" então, algo a dizer?
É bom ficar em casa, ou melhor, nessa casa emprestada à mim durante esses meses! Não há lugar melhor que o nosso lar!
Estava lendo um livro (um livro sobre feminismo) boa leitura, me faz refletir ainda mais sobre minha vida e meus relacionamentos interpessoais, amorosos e familiares, e parei porque me veio uma grande vontade de tomar um leite quente com biscoitos de leite que eu tanto admiro, é uma combinação perfeita. Alguns poderiam rir quando digo "tomar leite", logo me remete uma frase "não aguenta bébe leite!" mas o que se há de fazer numa noite de sexta-feira fria, senão degustar de uma bebida quente?
Logo após essa merenda, putz! fumarei um bom e velho cigarro (costumo chamá-lo de "canudo cancerígeno" no melhor sentido da palavra, afinal uma vez que fuma-se, corre-se o risco, sejamos realistas), amigo das horas de ansiedade, sei que devo parar de fumar e não quero ser patética e nem piegas com frases clichês. Eu já sei que devo parar e também conheço todas as frases, decoradas por sinal, que as pessoas que não fumam querem escutar das que fumam. Minto a mim mesmo quando uso dessas frases? Correto! e que outra saída eu tenho? Inclusive as carteiras de cigarros também querem que todos nós tabagistas paremos de fumar colocando no verso umas fotos nada agradáveis de se olhar mas que também em nada provocam algum arrependimento nos adquitos. (o Minístério da Saúde adverte... e as empresas multinacionais querem que os fumantes virem fumaça!) é contraditório.
Acho que as pessoas que não gostam de cigarro, que não fumam devem fazer um esforço tremendo para aceitar em suas vidas alguém que é tabagista, posso ser um exemplo talvez: tenho um alguém do sexo oposto que não pretendo entitulá-lo como flert, namorado, amante ou seja qualquer outro adjetivo filha-da-puta que poderia usar (essas entitulações para os relacionamentos podem destruí-los, amor é amor, não têm títulos nem rótulos) a quem por sinal eu amo e que odeia cigarros mas mesmo assim ainda não me expulsou de sua vida... rs! Será que posso considerar essa atitude de permanecer ao meu lado, amor? Ele vive a reclamar da fumaça e a perguntar quando largarei esse meu vício (ai que forte essa coisa de vício! também sou viciada em outras coisas mas essas ele não fala!) lógico quer me ajudar a salvar minha vida! e ainda me fala palavras tão belas para me fazer convencer, coisas assim "o cheiro do cigarro tira o seu cheiro natural, tira o seu perfume, tira tudo", eu fico realmente compadecida das palavras mas é mais forte do que eu.
Pode parecer fraqueza, falta de força de vontade, mas só um fumante sabe o que significa um cigarro em sua vida. Eu também me esforço quando estou ao lado dele (e não só dele, de outras pessoas que não gostam também) e acabo fumando menos, o único problema é se eu começar a beber, sempre me perguntei porque quando fumantes bebem fumam mais? Ainda não vi nenhum estudo científico dizer se essa correlação é verdadeira, se existe uma questão psicológica embutida nessa ação.
E quando se é um fumante acaba-se utilizando de várias estratégias para que o cheiro do cigarro diminua e/ou não provoque o afastamento de quem gostamos e queremos por perto. Um bom fumante sempre senta ao lado contrário da pessoa que não fuma e contra o vento para que a fumaça não vá no rosto alheio; sempre temos perfume, escova e pasta de dentes, chicletes e balas refrescantes (típicos "tira-bafo") é triste falar assim, parece brincadeira, ou talvez, que eu esteja tentando tirar o sarro de mim mesmo mas é a mais pura realidade de um fumante que tenta ludibriar o mundo dos nãos fumantes, mas isso acontece, na maioria das vezes me envergonho!
A Elisa também quer que eu pare de fumar. Outro dia estava eu degustando um cigarro, fora do ambiente doméstico, pois, eu não fumo dentro de casa, gosto de manter minha privacidade nesse momento e a saúde dos meus familiares, poupando-os de fumar junto comigo, ela chegou ao meu lado e me perguntou:
-Mãe, você quer morrer?
E eu sem saber que ela se referia ao cigarro perguntei:
-Por que fala isso?
E ela respondeu:
-Porque você fuma!
E saiu correndo novamente pra brincar sem deixar que eu ao menos argumentasse.
Notei então nesse gesto a maior prova da inteligência que uma criança de 5 anos pode ter e conjuntamente com a inteligência o amor que ela sente por mim. E você quer saber se eu continuei a fumar o cigarro? Sim, continuei. Pode me dar o nome que quiseres, aceitarei, você está certo, não tenho nem o que fundamentar, aceito todos os mal dizeres.
Bom, retornarei a minha leitura agora que já comi meus biscoitos com leite e fumei meu fedido canudo cancerígeno. Boa Noite.

3 comentários:

ruth disse...

rs uau !Ainda bem que completei ontem 7 meses que não sou mais escrava...pelo menos desse vício.

Anônimo disse...

pare de fumar!

Camilla para os menos íntimos... disse...

que bueno estás em Ruthinha!
mas um dia paro, tenho que parar...