apenas eu.

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"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm." (1 Coríntios 10:23a)

transeuntes.

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sexta-feira, 2 de maio de 2014

essa sou eu...

Meu blog não é de moda mas quis postar alguns looks com um certo toque retrô e uma Camilla um pouquinho mais madura, deve ser por conta da fase que estou vivendo pessoal e profissional. Eu sou assim, nunca fui muito engessada num único estilo, tanto que já tive tranças, fui careca, cabelo liso e agora resolvi assumir meu black. Já andei com vestido de rippie, calças largas de skatista e agora quero vestir vestidos de poá e colar de gola. Será que eu não tenho personalidade? Errado!! O gostoso é poder se moldar conforme os anos vão passando em sua vida, existe uma certa impermanência no tempo, nunca somos os mesmos e isso é bom para formar nossa história de vida. Tudo se aproveita histórias e roupas. A moda existe apenas para te orientar e não te engessar, primo pela mistura, claro com cautela para não ficar vulgar e nem brega. Sugiro não usar roupas muito curtas e nem muito decotadas, nós mulheres temos que ser charmosas e bonitas sem precisar andar quase nua pela rua, esse lance do que é bonito é para se mostrar não é muito a minha praia. A nossa beleza é interior e não exterior e quem tem compreensão disso não tem a necessidade de aprovação das pessoas, vesti-se para você e não para os outros. A auto-estima é o alicerce de tudo, temos por herança a falta de auto-estima. A auto-estima é riqueza para a alma, o pobre de espírito precisa disso para enriquecer, e quem não a tem quer comprar, consumir, gastar. Pensemos nisso!!

#dress #poá #cinto #benditabenedita #nails #risque #jabuticaba
#acessórios #pulseiracouro #aneldecoroa #sandália #zatta
#bata #verde #talitakume #sapatilha #molecavintage #black #mixdepulseira
 #botacanobaixo #calçadesarja #blue #camisetabranca
#colardegola #pérolas #óculos #rainban #aneldechapa
#colardegola #lantejoulaspretas #nails #colorama #tomate
#sapatilha #animalprint #cravoecanela #legging #montaria #preta #camisetabege

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

foto de capa do "Pão Diário".

Uma vida espiritual ligada com Deus reflete benefícios em todas as áreas da nossa vida...
Ao que me foi confiado farei o melhor.

"Bem sei que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido." (Jó 42:2)





terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O dia em que perdi minha identidade.


Este mês fui marcar a data do meu casamento no cartório que por acaso era o mesmo cartório que fui registrada quando nasci.
Estávamos eu, meu noivo e meus sogros aguardando para ser atendidos, ambos - noivo e sogro já impacientes com a espera, eu e minha sogra contornando a situação e tentando manter a calma, bem se diz que a mulher é a coluna do homem e que cabeça sem coluna caí.
De repente a atendente nos chama para os procedimentos após entregarmos nossa documentação. Veio com a xerox do livro A em que consta minha certidão de nascimento (eu nunca entendi porque todo livro é A se existe milhões de pessoas, dessa forma já era para estar no livro W, enfim...) e me diz que meu nome não é Camilla com dois L.
Meu coração veio na boca e começou a bater forte, conforme ela ia explicando o que poderia ter acontecido fiquei com os ouvidos tapados, eu só via a boca dela mexer sem ouvir som algum, do nada veio uma pequena vertigem e e no meio de tantas palavras eu perguntei:
- Como assim?
- Moça você tem noção do que acaba de me dizer, do que isso representa para mim, isso pode causar um trauma emocional muito grande em minha vida!? Todas as pessoas me chamam, me conhecem e escrevem meu nome com dois L inclusive eu mesmo escrevo e desde pequena, todos os meus documentos são escritos Camilla com dois L, o que faço agora??
Fiquei com vontade de chorar, borboletas voando em meu estômago, o Danilo tentando me acalmar e eu sem poder absolutamente nada. Foi então que a atendente me explicou que há 29 anos atrás as certidões não eram realizadas e digitalizadas por apenas uma pessoa, naquela época uma pessoa digitava no livro, outra digitava na certidão com máquina de escrever e outra assinava (isso quer dizer que uma pessoa ficou sem emprego com a chegada da tecnologia):
- Deve ser que o digitador escreveu errado porque a máquina bateu duas vezes e deixou por isso mesmo.
Entretanto ela viu meu desespero e continuou:
- Posso resolver seu problema do L que falta! Posso pedir para abrirem um processo administrativo e colocarem esse L faltante e assim você volta a ser Camilla com dois L, ok??
Mais que depressa eu aceitei, e que alívio senti em pensar que nunca mais escreveria meu nome como sempre escrevi. Pode parecer tempestade num copo d'agua mas pense em perder sua identidade mesmo que por alguns minutos como eu, aquilo que você sempre foi de repente se descobre que não é mais.
Pensei em mandar essa história para aquele programa de TV "Retrato Falado", imaginei até aquela atriz que eu não sei o nome, vestida de Camilla, kkkkkkkk...

domingo, 2 de janeiro de 2011

É de 7 em 7 anos que tudo acontece.

Ontem eu e Danilo passamos a virada do ano comendo pizza vegetariana com os irmãozinhos e amigos rastas, sem um mínimo de hipocrisia com relação aos abraços dados a 24h00 ou qualquer outro tipo de superstição, mesmo por que eles acreditam que a data seja pura heresia por questão ideológica-espiritual.

Conversando com o Gil ontem no msn, tive que interroper nossa conversa porque se não fossemos almoçar todos na mesa como manda a tradição o sogrinho teria um outro infarto, um conservadorismo tremendo mas necessária a reunião de família "ainda mais agora que sou nora" como o amigo Gil escreveu. São os papéis que temos que assumir nas relações sociais, existem coisas que não temos como abster da vida e muito menos das pessoas, valores conservadores ou libertários em demasia, a gente vai se adaptando como dá. Importante ser "moldável" essa foi a palavra usada durante a conversa.

Ainda quando era estagiária, conversando sobre a vida, uma Assistente Social bem realista e uma das mais críticas que já conheci (em todos os aspectos: profissional, pessoal, espiritual e até sentimental) me disse sobre haver uma mudança na vida das pessoas de 07 em 07 anos, não me lembro do desígnio/conceito da teoria mas sempre achei bem relevante essa idéia de mudança e comecei a relativizar com os anos da minha vida.

Relembro da conversa e revejo os anos como mesmo sendo transformadores. Com 14 anos eu perdi a virgindade e fumei meu primeiro baseado dando assim vasão para o uso de outras substâncias. Com 21 anos dei a luz a minha primeira e única filha, entrei para a universidade e me batizei nas águas. Hoje com 28 anos conheci o homem que futuramente será meu esposo, parei de fumar e evoluo espiritualmente aceitando a minha verdade. Coincidência? Não sei, mas essa é a história da minha vida e muito mais ainda está escrito.

Na conversa com o Gil hoje percebi que estou num momento de reconceituação e tenho que concordar que os meus 30 anos vai me trazer ponderação e será uma das melhores fases da minha vida por tudo que passei e fui construindo. Até mesmo a condição de mulher apaixonada me transforma, pois, o amor correspondido engorda, perde-se um pouco da preocupação com estética talvez por já ter conseguido o objeto de desejo (rs). Por isso terei de controlar a boca agora, trabalhar esses 8 kg a maise voltar a ser o que era antes, porque tanto Gil como a minha tia Célia dizem que depois dos trinta aparecem o peso e as doenças.

Ele me disse também que estou numa fase de remontar e que meus posts dizem e refletem bem isso. Feedback melhor eu não teria. Sim! Saio da condição de filha para tornar-me mãe (mesmo que a Elisa já tenha 7 anos de vida), saio da condição de menina para definitivamente pensar como mulher e não forçosamente e ilusoriamente fiz desde então, ao contrário feliz com a mudança e finalmente evoluo espiritualmente, passo a saber da minha verdade espiritual, curiosa e sedenta por tudo e toda energia divina, passando a aceitá-la e não renegando nada do que já foi, não tenho essde direito, respeito muito todas as pessoas que conheci e a sua maneira me ajudaram, simplismente chego a essa fase agradecendo por tudo.

PS: fotos da pizza em UM BLOG DE FOTOS ( http://camillafotoblog.blogspot.com/ )

domingo, 26 de dezembro de 2010

Bola de Neve Church.

Bem sabia eu que o ser humano é limitado, sempre soube disso a contar pelas pequenezas que afastam pessoas por puro pré-conceito, que excluem, que mágoam e traumatizam vidas.

Enfim, eu estou indo na Igreja Bola de Neve Church, acho que muitos de vocês conhecem. Eu mesmo recriminei a igreja muitas vezes, pura ignorância a minha. Uma igreja descontraida no quesito vestimentas e com olhar voltado a esportes e tudo que seja saudável (afinal de contas é preciso muito mais que a palavra de Deus para chamar a atenção dos jovens na contemporaneidade) mas tão rígida quanto as outras no quesito andar na lei de Deus.

Escuto perguntas como: Você virou crente? Virou noviça? Mas você não ia ao candomblé? Tem coisa errada aí! E todas as perguntas e/ou afirmações por mais que sejam de pessoas que conheço há muitos anos, inconscientemente são preconceituosas e irônicas. Tento explicar que pela limitação e valores impostos nós somos muitos limitados a ponto de não entender que não estou emcima do muro e que a diversidade é quem traz essas dúvidas de certo e errado. Eu sou batizada nas águas pela igreja evangélica pentecostal já há alguns anos, fui nascida e criada no berço de uma familia evangélica tradicional. Por que não posso acreditar em mais de uma coisa ao mesmo tempo desde que o objetivo dessas coisas seja um só: o encontro com a força divina - DEUS.

Do mesmo jeito que fui discriminada quando fui para o terreiro, serei agora ao ir para igreja. Não deixei de acreditar em muitas coisas relacionadas ao espiritismo (no entanto deixei de acreditar firmemente em outras) e serei cobrada por isso pelas próprias pessoas do terreio bom como pelas que estão na igreja, me nego a negar minha cultura e minha ancestralidade, nunca posso me esquecer que foi lá que eu comecei a me ver enquanto sendo partícula de Deus, foi lá que comecei a ver meu corpo como templo sagrado, foi lá que dei valor a minha vida. E aí pode me perguntar: se foi tudo isso porque saiu? Saí porque vi o capitalismo de maneira feia, envolto na espiritualidade, eu não estava lá por dinheiro mas apenas simples e puramente para cuidar da minha orixalidade e espiritualidade.

Dessa forma, não quero e nem vou me alienar, acredito que ao fim todas as religiões vão se fundir em uma só, pela fé e a bem do Espírito Santo de Deus e de seu filho Jesus Cristo. Sou questionadora por natureza, minha ideologia e visão de mundo permanecem intactas. Sempre fui dialética dentro do terreiro e com a igreja evangélica não é diferente. Tenho meus receios sobre pessoas (afinal são carnais como eu e tão pecadoras quanto), tenho receio de como essas pessoas passam a palavra de Deus para outras fiés sem mentir ou manipular, tenho receios quanto a própria biblia e por aí vai.

Estou sem fumar e sem beber, não está sendo fácil, é uma luta diária e constante, fumo desde os 14 anos de idade e nunca parei, dessa vez determinei na minha vida que os vícios serão extinguidos. E não só porque estou indo à igreja (que fique claro, religião nenhuma permite o uso de drogas) e sim porque realmente faz super mal para a saúde.

Acredito que independente de onde vamos, o importante é cuidar da nossa espiritualidade, afastar os pensamentos negativos, forças obscuras que se aproximem de nós tendo Deus presente em nossa vida e em nosso coração, renovando nossas energias e forças para enfrentar esse mundão louco. Devemos cumprir os mandamentos que definem todos os outros: amar a Deus e ao próximo a partir disso já estaremos fazendo muito para obter nossa evolução espiritual e salvação.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

O meme das 9 coisas.



Bom... a Didi, uma linda moça maranhense, namorada de um cara que conheci quando ele tinha 01 ano de idade e que escreve no blog http://instantesdesingelezas.blogspot.com/ me convidou para contar 9 coisas que ninguém sabe sobre minha pessoa, pensei em não escrever porque quanto mais as pessoas conhecem sobre nós, mais ficamos suscetíveis a elas, o conhecimento sobre uma pessoa é uma carta na manga e que poderá ser lançada na mesa a qualquer momento. Enfim... não vou me apegar a isso, deixem que diguem, que pensem, que falem, e se vier eu aguento o tranco. Aqui falarei coisas que não me afetarão a este ponto então continuemos...


1º Eu chupei chupeta até 9 anos de idade e só fui convencida a parar pela dentista quando coloquei aparelho.


2º Fui criada pela minha vó, por isso sou extremamente mimada e assumida, ela me ligava e perguntava o que eu queria comer no almoço, eu sempre escolhia arroz, feijão, bife, batata frita e salada de tomate cortadinho em quadradinhos.


3º Tenho prisão de ventre monstro e já fiquei 11 dias sem defecar, tive que fazer lavagem. (inclusive agora pouco o Danilo me deu laxante com gosto de morango)


4º Eu leio a biblia constantemente.


5º Eu acredito em vidas passadas (mesmo porque elas já passaram, creio na vida eterna com Cristo Jesus).


6º Tenho alergia a pó seja ele de qualquer tipo, não divido chocolate, sou extremamente organizada (é de provocar raiva nos outros), não sei cozinhar, odeio andar a pé e não tirei carteira de motorista ainda porque tenho medo de dirigir. (acho que morri em algum acidente de carro em outra vida, tamanho é o meu medo até quando outras pessoas dirigem)


7º Já usei um sapato menor que meu pé porque não tinha do meu tamanho na loja e eu achei ele lindo, tive que levar. (usei-o 2 vezes e guardo-o até hoje como um troféu já que não posso mais usá-lo, a dor é insuportável)


8º Eu comia farinha de trigo pura e de colheradas, quando minha mãe descobriu minha dependência começou a comprar farinha de trigo com fermento e essa eu não comia, mesmo assim não desisti, batia na porta dos meus vizinhos e amigos com um potinho na mão e desesperada pedia só um pouquinho de farinha. (já me curei do vício há alguns anos, na verdade acredito que não tive fase oral por isso consumia a farinha)


9º Escrevi em diários dos 11 anos até os 26 anos, quando percebi que talvez escrever e guardar lembranças, remoer coisas do passado pudesse atrasar um pouco o meu lado e não me fazer muito bem, queimei tudo.


Continuem o meme:






domingo, 4 de julho de 2010

O grau da minha sensibilidade.

Sabe que por vezes fico impressionada com o nível da minha sensibilidade, eu escuto músicas e choro, leio poesia, livros, vejo filmes e choro, parece que é um choro a toa mas não é... é um choro sentido, com sentimento... é muito mais do que isso, é choro de alma... sinto cada batida do meu coração, as vezes agitado, forte, as vezes lento, compassado... e posso estar super bem, anestesiada ainda pelo momento de êxtase e felicidade como me encontro agora, mesmo assim as coisas são tão bonitas ou na maioria das vezes tristes, mesmo assim não deixam de ter beleza... tanto bonitas que me fazem chorar... de tão bonitas, doem.

Sou sensível as pessoas, sensível ao toque, as palavras e ações... sou uma rosa negra, sensível ao sol, a chuva, ao orvalho... sou sensível a minha própria sensibilidade. E mesmo tendo tamanha sensibilidade, muitos me consideram uma pessoa dura, fria ou sei lá mais o que, o problema é ser verdadeira, sincera, realista, direta ou como queiram chamar, isso faz com que me tomem como insensível. Sinto medo de mim com todas essas emoções e sentimentos que se entrelaçam aqui dentro, a emotividade pode ser tanto o princípio como o meio ou o fim de uma pessoa, pode levar à loucura... pode levar à fazer loucuras.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Me dê motivo... pra tu ver o que acontece!

f. diz:
não vou dar motivo de inspiração p/ seus textos


Foi depois dessa frase que parei para pensar: tudo tem um motivo e na maioria das vezes se o motivo não é singular é dado por outras pessoas e ele foi ótimo ao ressaltar isso, conseguiu ter essa percepção de que eu uso "todos" os motivos para relatar fatos e construir meus textos. Lógico que a conversa mencionada não tem relação com o que vou escrever agora, era um outro assunto mas me trouxe a essa observação.
Motivos para escrever não me faltam, desde quando fiz minha primeira sessão de terapia há 11 anos atrás, época em que eu escrevia em diários, foi recomendado pela própria psicóloga que eu continuasse a escrever e nunca parasse, assim dessa maneira poderia colocar para fora tudo que era ruim bem como as coisas boas, uma forma de minimizar a ansiedade e começar a trabalhar emoções. Disse também que eu poderia tanto ler depois como esquecer ou até mesmo rasgar e jogar fora mas que tinha sido válido pela coragem de botar pra fora. E isso vem até hoje, geralmente escrevo e não gosto de reler, sempre acabo achando uma merda depois e tenho enorme vontade de apagar. Dois amigos me disseram que isso se chama "auto-sabotagem". Se bem que existem alguns textos que eu poderia andar com eles na bolsa, são totalmente recicláveis e cabem perfeitamente, eu poderia lê-los em meu cotidiano fácil fácil.
Não tenho nenhuma pretensão a mais que escrever e ainda tenho dúvidas se alguém verdadeiramente entende as minhas palavras, escrevo porque são tantos os sentimentos, tantas as vivências, tanta a vontade de gritar para o mundo que eu sou e pertenço a ele, talvez de uma maneira controversa, fora dos padrões de normalidade e sempre com arbitrariedade vindo do meu exterior. No fundo eu bem que gostaria que aquilo que escrevo contribuisse em algo para aquele que lê e não fosse apenas uma leitura divertida.
Isso aqui é vida, é a minha vida, por isso, quero sempre ter motivos e que as pessoas continuem a me dar motivos para elaborar meus singelos textos e deixá-los nos anais da minha vida e para a eternidade. (que profundidade, rs!)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Subjetiva demais.

Noutro dia abri o blog e vi o seguinte comentário numa postagem:
- Gostei do blog antes de tudo. Bela reflexão, mas pena que tá um tanto subjetiva, mesmo assim traz questões interessantes pra reflexão...

Segurei minha onda por meses e só agora resolvi postar algo sobre. Procurei no velho amigo Aurélio qual o conceito de "Subjetivo" mesmo sabendo o significado, vejam: 1. Do, ou existente no sujeito (7). 2. Individual. § subjetividade sf.
Acho que realmente o blog e eu somos subjetivos sendo que somos a mesma pessoa, subjetivos mas não senso comum. Contudo, fiquei a me perguntar porque ele disse "pena".
Reconheço minha ignorância literária (longe de ser uma grande escritora, sou amadora) e sei que não escrevo lá essas coisas mas meu intuito não é criar histórias fictícias ou tratar de assuntos específicos, escolhi hablar sobre mim, minhas ânsias, angústias, alegrias, encontros e desencontros, minha vida perdida e achada, são tantos momentos. Há quem diga que sou melancólica e nostalgica demais, reclamona demais, que faço um monólogo da minha vida triste, um dramalhão existencialista sem finais apoteóticos. Ok!
E posso dizer mais: sou humana - sujeito da minha própria história e da minha transformação, suscetível a mudanças de pensamento e maneira de agir - um ser errante e que não têm dificuldade em pedir desculpas. Não costumo usar máscaras ao dizer e mostrar o meu verdadeiro eu, necessitada de uma terapia intensivaça, com dores que amargam aqui dentro bem como alegrias que não consigo conter e que querem sair a toda pelos poros do meu corpo pequeno; ansiosa, exaltada, impaciente, impulsiva, constante e inconstante, com uma alma intensa e que muitas vezes não se sente bem onde está, crítica em demasia com pessoas, coisas e situações que me agradam e desagradam, ranzinza e mau-humorada porém com um quê cômico, um sútil lado comediante e no máximo sou feliz por poder viver tudo isso.
Alguém já me disse assim: "as pessoas querem e gostam de ler coisas boas e alegres!". Aí está o problema, como se a vida fosse feita só de alegrias, êxtase e euforia o tempo inteiro. Pelo menos a minha vida não é assim e não posso falar de algo que não vivo a todo momento como que inventando prazeres inexistentes (ah Epicuro me segura!), falo do que vivo o resto seria fantasia, negação dos meus sentimentos e emoções, da minha vivência e do meio que estou inserida, daquilo que recebo do mundo e aqui meus queridos é tudo bem real, é a minha vida, meu cotidiano. Pode ser chatíssimo? pode! pode ter um pingo de dramaticidade ou exagero? pode! afinal minha psíque não é lá essas coisas, entretanto tento não fugir muito da realidade e nem viver num mundo exclusivamente meu e acredito que alguns goles de maturidade entre uma situação e outra estejam me fazendo diminuir o nível de vitimização.
Deixo aberto a quem queira saber um pouco mais de mim, digo um pouco porque nem eu mesmo me conheço ou me compreendo por inteiro. Ah! e ainda tem a instabilidade de humor. Caso nada disso interesse a ninguém também ei de ficar bem.

*sitado no texto sem ordem lógica trechos de um poema de Florbela Espanca.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Meu novo projeto.

História dos mais velhos.
Uma auto-biografia da Família Dias

Prefácio

O meu projeto nasceu da curiosidade que eu sentia de saber a verdade sobre a minha família. Como no livro do Alex Haley, “Negras Raízes” que acabara de ler há poucos meses, onde ele consegue através de uma ampla e vasta pesquisa recuperar fatos e descobrir as sete gerações passadas da sua família, desde quando existiam antepassados seus vivendo em aldeias distantes na África, passando pelo roubo de um deles pelo tráfico de escravos da América, a vida dos familiares como escravos já no Ocidente até a sua geração, quando já havia sido declarada a lei anti-escravagista. No entanto ele contou para isso com ajuda de documentos históricos das bibliotecas do governo da América e tantas outras espalhadas pelo país, onde encontrou uma pista para começar sua pesquisa genealógica e em seguida foi para a África conversar com velhos griots contadores de histórias reais sobre o povo das aldeias:

“Eles me contaram então algo que eu nunca antes imaginara. Existiam homens já muito velhos, chamados griots, ainda encontrados nas aldeias mais atrasadas, verdadeiros arquivos vivos e ambulantes de história oral. Um griot mais antigo era um homem em torno de setenta anos. Abaixo dele, havia griots cada vez mais jovens, até meninos aprendizes, que passavam quarenta ou cinqüenta anos ouvindo aquela narrativa, antes de se tornarem griots veteranos também. Só em ocasiões especiais é que um griot veterano contava suas histórias de aldeias, clãs, famílias ou grandes heróis. Por toda a África, essas crônicas orais vinham desde os tempos dos mais remotos antepassados. Havia alguns griots lendários que poderiam narrar aspectos da história africana durante três dias seguidos, sem repetir coisa alguma.” (Haley, Alex – pág. 630)

Fico extremamente triste porque o Brasil não possui documentos tão precisos da entrada de escravos ou qualquer documentos parecido e com isso jamais poderia eu realizar uma pesquisa dessa dimensão mesmo que eu quisesse. Não teria como e nem por onde começá-la, saber só que meus antepassados foram vendidos para uma tal família de sobrenome Dias não adianta muita coisa.
Resolvi então usar dos instrumentos ou pessoas que tenho a mão e com fácil acesso. As pessoas mais velhas da minha família eram meus avós maternos ambos falecidos já há alguns anos. Deixo claro que a Família Dias é minha família materna, uma vez que, a família paterna eu não conheço, meu pai não quis assumir a gravidez de minha mãe sumindo logo após saber da gestação.
Por não ter pensado antes em escrever os relatos/histórias que meus avós contavam quando estavam ainda em vida (talvez na falsa ilusão de que eles viveriam para sempre) resolvi agora colocar em prática.
Meus avós adoravam contar “CASOS” de suas vidas. Eu me lembro de alguns com certa imprecisão mas me recordo. Agora a pessoa mais velha da minha família é a Tia Célia com 58 anos e vez ou outra está me contando algo sobre sua vida e a vida de nossos familiares (e não só entrevistarei e resgatarei relatos dela mas de todos os familiares na medida do possível, afinal todos fazem parte mas ela quem contará a maior parte da história). Bem como aconteceu hoje, estávamos vendo uma desenho animado com a Elisa e ela começou a narrar como era a vida antes da televisão, o que faziam para ver algum desenho na TV e nesse momento eu tive um start e porque não começar agora a escrever sobre minha família? Pensei e logo quando vi já estava fazendo pequenas anotações, lhe fazendo várias perguntas e tão rápido peguei meu notebook e comecei as transpassar para a máquina as três histórias iniciais que me contara (será os três primeiros capítulos mas ainda sem ordem cronológica). E lhe disse brincando que agora ela não pode querer deixar esse plano astral sem antes me contar tudo que sabe! Espero firmemente que meu projeto de escrever a história de nossa família chegue até o fim sem acontecer nada que nos impeça de realizá-lo.
Ela reside comigo e com minha filha Elisa e será a pessoa a me relatar os “CAUSOS” ou as histórias da Família Dias que se recordar. Tentarei entrevistá-la de maneira que se recorde o mais longe que conseguir e se puder buscar lembranças de outras gerações usando também a lembrança dos “CAUSOS” que sua avó contava a respeito de seus pais e seu avós.
Em a “História dos mais velhos” com a narrativa de Célia Aparecida Dias filha mais velha do casal Maria José de Oliveira Dias e Adelino Dias, irmã de Ivan, Ivanir, Ivone e Elisabete Dias (nessa mesma ordem foram seus nascimentos). A história terá momentos de muita tristeza com a família passando por várias necessidades como também terão momentos de muita alegria depois de passados todos os empecilhos e dissabores assim como acontece em toda família.
Resolvi escrever para que a história se perpetue assim como os griots o faziam e fazem até hoje. Para que a história não se perca nem morra junto com seus principais atores.
Continua...


PS: É possível que esse projeto possa virar um livro quem sabe, mesmo não me considerando muito capacitada para tal. Aguardemos.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Retrato falado.

Sou mulher, negra, mãe e solteira. Sou Assistente Social. Trabalho com a desumanidade e o descaso, ganho meu sustento em cima da desgraça alheia (um tanto contraditório!) mas também deixo minha contribuição neste mundo puramente capitalista e egoísta. Dei a luz aos 20 anos e não pretendo mais ter filhos mas transar é muito bom. Sou filha única de mãe solteira. Minha religião é o Candomblé, não tenho medo de espíritos, muito pelo contrário, eu os recebo. Sou chorona e orgulhosa. Falo demais quando estou nervosa e também quando estou feliz. Não tenho papas na língua, muito menos pudores. Não sou grossa sou sincera. Não bebo muito mas gosto de conhaque sem gelo. Minha risada é alta e eu sou baixinha. Sou corinthiana. Pontual, quase nunca me atraso. Me apaixono muito fácil. Sou extremamente carente. Toco flauta transversal mas também tenho um triângulo e um pandeiro, meu próximo instrumento será um surdo. Queria ser um dia Porta-Bandeira numa escola de samba. Gosto de música (alta!), de livros e não gosto de televisão. Prefiro drama e suspense à filmes de terror e ação. Não curto emprestar livros, CDs e DVDs (eles nunca voltam!). Já tive dois grandes amores e várias paixões. Já sofri violência física. Já sofri por amor. Gosto de me expressar através da escrita (mas falta muito pra eu ser um grande talento literário!). Leio poemas. Gosto de música cubana. Durmo muito, sou uma ursa. Não me acorde, fico de péssimo humor. Não tenho dificuldade em pedir desculpas ou assumir meus erros. Sou virginiana e portanto extremamente perfeccionista e organizada. Tenho síndrome de limpeza. Cor favorita: amarelo e branco. Tenho um quê feminista correndo em minhas veias. Já fui uma jogadora de handboll. Se eu fosse uma flor seria um girassol, se eu fosse um animal seria uma pantera. Às vezes sinto ter nascido na época errada. Não sou muito vaidosa. Visto roupas básicas e gosto de vestidos. Colares prefiro os de semente. Amo chocolate e todos os seus segmentos e derivados. Meu cabelo é crespo, tenho dentes separados e meu olho treme quando estou nervosa. Tenho o dom de fazer as pessoas rirem e imito muito bem qualquer um que eu fique perto mais que 5 minutos. Gosto de acampar. Prefiro praia ao campo. Nunca tive um animal de estimação. Não gosto de batom mas pinto as unhas de vermelho. Não uso salto alto (eu caio!) prefiro tênis ou a velha chinela de couro. Calço 36. Tenho tatuagens, piercing e alargador. Adoro calça de moleton e camiseta. Durmo de barriga para baixo e prefiro o lado direito da cama. Não gosto muito de sorvete. Como arroz puro feito na hora. Tenho poucos amigos verdadeiros. Sofro de problemas na psíque e possuo um CID10 - F41.2 (psiquiátrico). Para alguns sou estereótipo para outros sou despojada. Às vezes tenho o dom de ser chata, grossa e insuportável tudo ao mesmo tempo. Sou um tanto estranha!!!!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Como dar o que nunca se teve?

Minha tia entrou no meu quarto e começou a puxar conversa. Ela é Psicologa. Falou sobre um cliente que está atendendo e que tem dúvidas se o adolescente está com um começo muito leve de esquizofrênia ou se o problema dele pode ser espiritual, conversamos um pouco sobre isso. Depois a conversa se inverteu para a minha filha Elisa, ela sempre muito preocupada com minha relação com minha filha, pelo simples fato de nos amar. Chamou-me a atenção para as minhas estadas com ela, que não seja quantidade mas que seja qualidade. Eu a entendo mas não é fácil pra ninguém nem pra mim nem para a criança. Disse também para eu me policiar quanto a reproduzir as coisas que minha mãe fez, prestar atenção no relacionamento que tive e continuo tendo com minha mãe. Realmente, meu relacionamento com minha mãe é muito ruim, falta perdão dos dois lados, mas estou trabalhando para que isso aconteça, porque quando eu a perdoar quero perdoá-la com o coração e não só com palavras lançadas a esmo.

Minha mãe nunca teve muito tempo e paciência para o emocional, supria o emocional com o material, o tempo hábil dela era usado para trabalhar. Sempre foi uma mãe ausente, tanto que hoje em dia, sou muito grata a tudo que fez por mim, sei que ela me ama, mas não a tenho como uma amiga, ela é minha mãe apenas pelo título que lhe é de direito por ter dado a luz mas mãe mesmo são outras pessoas na minha vida. É triste, odeio ter que falar isso mas é o que eu sinto. Não que ela não seja uma pessoa boa, é sim, e possui muitas qualidades, uma delas é o esforço, é uma guerreira por tudo que já passou na vida. Não que também não tenha feito nada por mim nesses quase trinta anos da minha existência, sim ela fez, seu único pecado foi a ausência emocional, o que pode ter causado alguns distúrbios psiquícos em mim, mas sim ela me ama e muitas vezes acredito eu, daria a vida por mim se pudesse.

Logo depois que eu nasci minha mãe teve uma infecção e precisou tomar uma medicação, por isso não pode me amamentar senão eu ficaria dopada, quem me deu de mamar durante um tempo determinado foi uma vizinha, eu repartia o leite quentinho daqueles seios fartos com a dona deles de fato: minha irmã de leite e amiga até hoje, Regiane, estabelecemos uma relação de amizade para a vida inteira.

Fui criada desde os dois meses de vida pela minha avó porque minha mãe precisava trabalhar e me "dar coisas". Nunca dar "sentimentos" sempre "coisas" (sempre tive tudo que quis, posso me adjetivar de mimada, reconheço e também sofro com isso, estou tentando trabalhar isso em mim já há alguns anos e acho que já melhorei muito) mas também não posso culpá-la por isso, como alguém pode dar o que nunca teve? Meus avós tiveram 10 filhos - 5 morreram - e minha mãe é a do meio, aquela que sempre sofre mais, como diz a lenda, a que tem menos atenção, que os irmãos batem tale e coisa coisa e tale. Minha avó me contava vários "causos" e dizia que meu avó não tinha muita paciência com minha mãe que era rebelde desde criança, xingava, batia nas outras crianças e não gostava de estudar. Foi exatamente isso que ela passou pra mim. Ela nunca teve o carinho necessário para poder me dar o carinho necessário, então apenas reconstruiu/projetou o que viveu em sua época.

Dessa maneira, eu devo estar sempre me policiando para não repetir a mesma história, é complicado. A gente sempre acaba repetindo o exemplo, mas na falta dela que não soube dar o emocional, meus avós e meus tios que fizeram por ela - com emocional e com coisas também - tanto que fui obrigada a fazer terapia por excesso de amor e não por falta dele e é em cima disso que tenho que me pautar, pensar que na falta da minha mãe tive outras pessoas para fazer, eu tenho sim o que dar para minha filha uma vez que recebi muito amor, carinho e cuidados.

Logicamente também tenho falta da figura materna, assim como a figura paterna porque meu pai como grande "ser iluminado" que é, sumiu quando minha mãe disse que estava grávida, eu não o conheço. Quer dizer, veja como a vida da minha mãe não foi fácil, eu sei que não foi e isso é um fator que há de ser considerado; fora outras situações que aconteceram e que não acho relevante colocá-las aqui mas que tiveram grande influência em sua vida. Hoje em dia o caminho que ela encontrou para se livrar da dor foi a igreja Congregação Cristã no Brasil a qual ela é adepta. Eu lembro da minha mãe muito bonita, vaidosa, toda arrumada para ir ao Baile do Palmeiras e hoje a olho quase não reconheço.


Camilla, Filha única de mãe solteira.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Suicídio.


Sim...
por esses dias eu tentei tirar minha própria vida!
Qual é o maior motivo para um suícida tentar contra a sua vida?
Será que deveras há um motivo óbvio? Seria um impulso, um ímpeto?
Problemas espirituais, psíquicos ou uma fusão destes dois?
Todos têm curiosidade em saber o que passa pela cabeça de uma pessoa que se matou ou tentou se matar, como se fosse fácil discorrer sobre tal assunto, como se de fato existisse uma causa concreta ou uma junção de vários fatos. Na verdade o ato suícida sempre é muito relacionado ao amor, a perca de um grande amor e posso te garantir que essa não é a causa principal. Porque as pessoas fantasiam dessa forma? Digo isso por que foi assim comigo, fantasiaram minha situação, me jugaram até na causa da minha possível morte.
A busca pelo término da vida pode ser sinônimo do abandono das ambições, realizções pessoais? Um fuga para o anonimato?
Na hora não pensei em nada nem em ninguém, eu tinha minhas razões sejam lá quais fossem... não pensei se haviam pessoas que dependem de mim, se existiam pessoas que me amavam e sentiriam minha falta de alguma maneira mesmo que ínfima, não pensei em mim e muito menos em Deus.
Não consigo me lembrar de nada, apenas sinto a dor nas narinas e no estômago por conta de terem introduzido em meu corpo aquele cano estuprador afim de sugar a grande quantidade de medicação psiquiátrica que ingeri; fui estupidamente tratada pelos homens de branco que odeiam e sentem repulsa por suícidas.
Não senti vergonha pelo meu ato, nem culpa no dia seguinte. Todos começaram a me tratar como uma pessoa doente e frágil, vulnerável aos acontecimentos e em meio a todas as frases e palavras eufemistas ditas a mim eu senti que sou amada. Minha vergonha e culpa vieram só depois quando me senti sem energias, quando meu corpo não mais conseguirá se sustentar sozinho, pois, havia machucado meu espírito minha alma, e me olhando no espelho me percebi lívida. Me envergonhei quando na frente de forças divinas eu derramei minhas lágrimas e percebi como fui mesquinha, egoísta e imatura.
Estou viva, ainda não chegou minha hora, a tentativa foi em vão, ainda me querem nesse mundo de sentimentos e relações dúbias, talvez eu ainda tenha muito que fazer aqui, cumprir minha tarefa. Agora consigo entender isso. Peço perdão à Deus e a todas as formas de energia desse imenso universo.