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"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm." (1 Coríntios 10:23a)

transeuntes.

domingo, 4 de julho de 2010

O grau da minha sensibilidade.

Sabe que por vezes fico impressionada com o nível da minha sensibilidade, eu escuto músicas e choro, leio poesia, livros, vejo filmes e choro, parece que é um choro a toa mas não é... é um choro sentido, com sentimento... é muito mais do que isso, é choro de alma... sinto cada batida do meu coração, as vezes agitado, forte, as vezes lento, compassado... e posso estar super bem, anestesiada ainda pelo momento de êxtase e felicidade como me encontro agora, mesmo assim as coisas são tão bonitas ou na maioria das vezes tristes, mesmo assim não deixam de ter beleza... tanto bonitas que me fazem chorar... de tão bonitas, doem.

Sou sensível as pessoas, sensível ao toque, as palavras e ações... sou uma rosa negra, sensível ao sol, a chuva, ao orvalho... sou sensível a minha própria sensibilidade. E mesmo tendo tamanha sensibilidade, muitos me consideram uma pessoa dura, fria ou sei lá mais o que, o problema é ser verdadeira, sincera, realista, direta ou como queiram chamar, isso faz com que me tomem como insensível. Sinto medo de mim com todas essas emoções e sentimentos que se entrelaçam aqui dentro, a emotividade pode ser tanto o princípio como o meio ou o fim de uma pessoa, pode levar à loucura... pode levar à fazer loucuras.

8 comentários:

GIL ROSZA disse...

hummm... é por isso que reluto um pouco em aceitar a alta taxa de sensibilidade como um dom. ela sem dúvida alguma está por trás das coisas lindas que vc e outros da minha sopa de letrinhas produzem e postam, mas isso a que preço? olhando pelo lado custo, ela está mais pra maldição, a maldição dos gauche na vida!

Mariana disse...

"Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam."

(A Hora da Estrela - Clarice Lispector)

Pâmela Grassi disse...

Camilla,

Lendo estas palavras, recordei de alguns textos que estou lendo, que fala sobre a sensibilidade, mas dela de um ângulo diferente, relacionando sobre a arte de menstruar,


beijão, queridona

Vanessa Souza Moraes disse...

"E certamente já lhe falei em Posilipo, que é um lugar. Em grego quer dizer pausa na dor. (...) A minha impressão é quase ruim: há coisas bonitas em excesso, eu pareço que não tenho tempo ou força..."

(Carta de Clarice Lispector para Lúcio Cardoso, Nápoles, 26-03-45 do livro: Correspondências Clarice Lispector, organizado por Teresa Montero, p. 71)

JaNa disse...

putz, nega, tuas palavras arrepiam os pelinhos da pele.
Me vejo aí no texto, a não ser pelo ser direta... eu sou mais na minha.

ni disse...

nosso choro não nos faz desistir... nossa vida segue... forte e sensível. te amo preta, preta pretinha...

Preta disse...

Já dizia Clarice Lispector: "Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato... Ou toca, ou não toca." Que bom que você ainda consegue sentir. bjs

Luzia Lira Pedagoga disse...

Camila, cheguei no seu blog por acaso andando pela net. Gostei muito do que vc escreve.Tem muita pureza e sinceridade. parabéns!