apenas eu.

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"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm." (1 Coríntios 10:23a)

transeuntes.

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terça-feira, 14 de janeiro de 2014

ele vai voltar a estudar!!

Pensa numa pessoa feliz, EU!! tudo isso é reposta de oração e eu sou muito grata a Deus por mais uma porta que abriu... meu marido guerreiro e abençoado teve mais uma conquista, mais um presente de Deus em 2014 e é só o começo, este é o mais novo futuro aluno já matriculado, uhuuuu!! obrigado a todos que nos ajudaram em oração e motivação!! tamo junto meu amor!! — se sentindo feliz demais de contante e abençoada.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Elisa e sua primeira escala.

Quem diria!
Para aqueles que me viram muito louca por aí afora, nem ligando para o que seria o amanhã, desdenhando do futuro e do que ele poderia me reservar, desobediente Àquele que me deu a vida e cuidou dela desde que nasci.
De certa forma, eu também duvidava de mim e dos que de mim viessem, não por nada, mas para que ter esperança num mundo tão falido? Hoje sei que o mundo continua falido mas a esperança tem que acontecer no coração daqueles que amam.
Minha filha, teve a sua primeira escala na casa do Senhor e foi linda para honra e glória de Deus. Esse é o chamado dela, agora não tenho mais dúvida, porque Deus permitiu que ela lá estivesse revestida e pronta para a guerra, por mais que ela ainda não tenha noção do tamanho da guerra, estará sendo capacitada daqui para frente.
Vê-la dançando com o véu, com o arco, talvez ainda não com tanto domínio mas de certa forma com uma autoridade que vinha diretamente do trono me edifica a fé, assim como sei que edificou a fé de várias pessoas que a viram e que me conhecem desde antes quando eu andava muito louca por aí.
Deus é Deus do impossível, ele quer usar aquele que está disposto. Deus é maravilhoso e usa aquele que Ele quer para que sua glória seja manifesta.
Estou muito feliz por isso tudo que aconteceu e que belo presente de dia das mães eu ganhei!!

EU E MINHA CASA SERVIREMOS AO SENHOR ATÉ O FIM!!
 
Obrigada filha!! Obrigada Deus!!
 
 
“Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a Mim, porque dos tais é o reino dos céus.” (Mateus 19:14)
 
"Ensina a criança no caminho que deve andar, e, ainda quando for velho, não desviará dele" (Provérbios 22:6)


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

foto de capa do "Pão Diário".

Uma vida espiritual ligada com Deus reflete benefícios em todas as áreas da nossa vida...
Ao que me foi confiado farei o melhor.

"Bem sei que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido." (Jó 42:2)





sábado, 5 de maio de 2012

casados para sempre.

Nos casamos e estamos morando em nossa nova casa como uma família há 1 mês e 11 dias. Fácil? Não está sendo não. Depois de toda espera sabíamos que quando estivéssemos juntos nem tudo seria flores. A adaptação é tensa: são costumes, modos, jeitos que ambos temos e que teremos de mudar ou no minimo respeitar o jeito de ser do outro. A mudança sabemos, terá de vir primeiramente de nós para depois através de oração Deus mudar o outro se assim achar que é necessário.
Nossa rotina mudou, eu e Elisa acordamos mais cedo por conta do transporte escolar e Danilo acorda mais tarde porque demora agora apenas 20 minutos para chegar no trabalho.
Danilo ganhou uma filha e também está aprendendo a ser pai assim como a ser a autoridade e provedor da casa. Eu estou aprendendo a ser auxiliadora e serva da minha família. A Elisa só precisa que nossas engrenagens funcionem para que a dela funcione também, está se adaptando bem porque acima de tudo ela ama o Danilo.
O Papai do Céu nos abençoou com tudo e principalmente com amor de nossa família, padrinhos e amigos que nos abençoaram com toda a mobília de nossa casa, não precisamos comprar nada a não ser a nossa cama, no mais tudo foi presente de Deus para nós.
O amor de Deus está sobre a nossa casa, sobre a nossa família e sobre a nossa vida, glorificamos ao teu majestoso nome todos os dias, pois sem Ele nada seriamos e nada teríamos. Jesus reina em nosso lar e estamos aprendendo a ter intimidade com Ele e a escutar a voz do Espírito Santo todos os dias.
Deus transformou nossa vida, nos tirou das trevas e nos trouxe para luz, agora somos luz do mundo, sal da terra.
Em meio a uma sociedade que banalizou até a forma de se relacionar, não me envergonho em admitir: creio e esperei em deus um amor para vida inteira, estamos CASADOS PARA SEMPRE!!






segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Descanso em Deus

Hoje nós fizemos mais uma faxina no nosso novo apartamento, afinal faltam apenas 34 dias para nos casarmos e nos mudarmos. De tudo fiquei mais feliz pelas coisas estarem acontecendo como Deus quer que aconteça e não pelo nosso querer. Durante a faxina coloquei o CD do Diante do Trono, estava lá sozinha, Danilo e Elisa tinham ido a casa de uma amigo. Pensei em tantas coisas, se passaram alguns flash backs pela minha cabeça, principalmente de uma conversa que tive com algumas amigas em que eu dizia que nunca me casaria e olha onde estou! prestes a quê?? E devo isso tudo a Deus que curou minhas feridas, meus traumas emocionais os quais eu me negava a aceitar e acreditava verdadeiramente que estava tudo bem e essa era minha melhor opção.
Nossa casa está ficando linda, eu amo demais minha família, eu amo estar amando a Deus e essa música tem tudo a ver com o momento que estou vivendo porque Deus é provedor de tudo em minha vida, provedor de TODAS as coisas em todas as áreas, descansei nEle, hoje eu percebo que não tenho mais o medo que sentia antigamente, tudo é dEle, para Ele e por Ele, está tudo em suas mãos, Ele me dá tudo que eu preciso, Ele me sustenta, Ele trabalha por mim, eu sou forte pois confio nEle... OBRIGADA SENHOR!!

Desde a antigüidade não se viu
Nem jamais se ouviu
De um Deus semelhante a ti
Que trabalha por quem espera e confia em ti

Em me arrepender e sossegar
Em me tranquilizar está minha salvação
Minha força está em esperar, confiar em ti

Enquanto eu descanso em Deus
Ele me dá tudo o que eu preciso
É descansar, confiar, entregar, todo o meu cuidado a Deus
Descansar, repousar, colocar minha esperança em Deus

Inútil vos será bem cedo levantar
Penosamente trabalhar
Aos seus amados dá enquanto dormem


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

segunda-feira, 7 de março de 2011

Quando tudo sair fora do controle, apenas AME.


Esse é um dos momentos que estou mais tendo paz e aprendendo a como ser uma nova pessoa - mãe, filha, companheira - porque o Espírito Santo de Deus está me tratando mas o que parece, é que criou-se um estereotipo tão forte de mim e que pessoas não conseguem se desgrudar dele e me enxergar com outros olhos, nem mesmo tem a sensibilidade de ver minha mudança mas amém.
Assim como todos no mundo, eu até gostaria, mas estou aprendendo a não esperar reconhecimento de homens, apenas de Deus que conhece a fundo meu coração.
Eu fiz e falei tudo na maior boa vontade, fiquei chateada, despertou vários sentimentos não muito agradáveis dentro de mim mas é assim a lição que Deus nos passa, não somos nada sem Ele e somente Ele pode tratar nosso carater e tirar esses sentimentos do nosso coração.
Como disse o Pastor Giba "quando tudo sair fora do controle, apenas AME".

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O que ficam são as lembranças.

Faz mais de um mês que venho lembrando da minha avó com frequencia diária. Sinto a presença dela bem mais forte ao meu lado por esses dias. Lembrei-me que ela ficava escutando rádio na cozinha - na verdade acredito que a cozinha fosse o lugar predileto dela - por condição ou por gosto sei lá.
Quando tocava um modinha de seu tempo no rádio ela me puxava pelo braço e rodopiava comigo cozinha a fora, dizendo que era assim que dançava nos bailes da sua época.
Mulher de Deus minha avó Zezé, sempre em comunhão, orando, lendo a bíblia, falando palavras agradáveis e de conforto ou até mesmo deixando recadinhos e versículos espalhados pela casa ou em minha gaveta.
Sempre que tocava um louvor chamado "Purifica-me" eu pedia pra que ela aumentasse um pouco mais o rádio, era e ainda é um dos louvores que eu mais gosto. Aprendi desde muito cedo a conviver com o Espírito Santo de Deus e seu filho Jesus Cristo dentro da minha casa, às vezes com gosto, às vezes a contragosto mas presente em minha vida.
Fica para vocês o louvor o qual lembro com intensidade de momentos bons que tive na companhia da mulher que me criou, me educou e me amou. O que ficam mesmo são apenas lembranças e o sentimento de que ela olha por mim onde quer que esteja.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

57 anos de luta.

Este bolo é a representação da força da mulher
negra, batalhadora, guerreira do cotidiano racista, discriminatório.

Por motivos que talvez não valha a pena falar agora tenho várias mães. A primordial que eu considero até mesmo antes da biológica é a minha avó Zezé (já falecida), minha cuidadora não somente no sentido simples da palavra.

Em segundo, o pódio empata entre a tia Célia (filha mais velha da minha avó) e a tia Bete (filha mais nova), duas das pessoas que ajudaram e ajudam intensamente a construir minha personalidade e identidade enquanto ser humano, intelectualmente e até profissionalmente, e se tenho algo bom em mim que posso passar para outras pessoas e que venha a me favorecer em determinados momentos da minha vida devo a essas três mulheres guerreiras. Pessoas encarregadas - provavelmente carmicamente - de me amparar nessa vida.

Hoje foi aniverário da tia Célia, 57 anos de muita luta. Mulher negra, pobre, cozinheira de mão cheia, enviada por Deus para o cuidado e trato com pessoas, mãe mesmo sem nunca ter parido, até quando colérica há placidez em seu semblante. Não tenho dúvidas que seja uma filha de Yemanjá. Parece absurdo? Mas é assim que é. Não guarda rancor e em seu coração só há amor. Nunca deixou que seus valores fossem quebrados, pessoa correta digna de todas as honras e méritos. Digo que pelo pouco estudo que teve, Deus a abençoou de maneira que ela é umas das pessoas mais inteligentes que conheço. Doce, meiga e frágil, ela é assim apesar de todas as adversidades que a vida lhe impôs nesses anos.

Me orgulho por demais em fazer parte dessa família e agradeço por permitirem que eu reencarnasse ao lado dessas pessoas. À ela, tia Célia, me sentirei grata para a eternidade por tudo que fez e fazes por mim até hoje.


*Foto: by Sara - torta de pêssego, preparada pela tia Célia.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"Mas é tudo novo denovo...

...vamos nos jogar onde já caímos".
Ando com um pouco de medo, "confundida" com todos esses acontecimentos novos e todos de uma vez, meio insegura. Insegura isso! essa seria a palavra.
O novo sempre nos atormenta, dá frio na barriga, arrepia e faz pensar em onde estarei pisando, porque querer amarrar meu jegue aqui ou até se isso é sarna pra se coçar mais tarde.
Apesar de nomear como "novo" nada é tão novo assim, não há nada do que aconteça agora que já não tenha acontecido antes, mudam os atores mas a prática é a mesma, os medos são os mesmos, com algumas particularidades e singularidades diferentes aqui ou ali, repensando algumas ações e situações pra não errar como outrora, sempre espelhando-se em experiências que antecederam as que ainda virão.
Provalvelmente o medo conceituado seja "receio" de não dar certo, de fazer igual e o desfecho ser ruim igual ou pior, de quebrar a cara, sofrer. O que me deixa bem mais aliviada talvez, seja pensar que não nascemos prontos (apesar de querermos tudo pronto embrulhado e com laço vermelho), as dúvidas, conflitos, inseguranças, insatisfação e exigências (de nós para nós mesmos e dos outros para nós) e toda essa micelânia de emoções e sentimentos são inerentes do ser humano.
Readaptar horários e organismo. Respeitar as diferenças e as diversidades. Realizar ações até então nunca realizadas e ter êxito no objetivo final. Ter uma postura diferente daquela que sempre se teve (em todos os âmbitos) somando a prudência. Estudar teorias, leis, pessoas. Controlar a ansiedade e a adrenalina de um coração que pressupõe uma nova paixão. Começar a viver relações e relacionamentos novos sem cambalear ou tropeçar no erro antigo. Deixar-se envolver por tudo e todos, na literal "se jogar".
Será esse o momento? Tudo pode ser, pra isso seguir em frente é necessário mesmo com todas as reações adversas que o novo há de provocar.
No meio disso tudo, ter cuca fresca e tempo hábil para cuidar e preservar a convivência com aqueles que amamos e injetar dozes de atenção e afeto.
Quando se fecha uma porta pequena outra porta ainda maior é aberta mais adiante. Colocar um ponto final do que teve fim, acordar e ver um sol diferente no céu, celebrar a própria maneira de ser, uma luz que acaba de nascer quando aquela de trás apagou, terminar inventando uma nova canção, nem que seja uma nova versão daquilo que acabou. Tudo novo denovo!

domingo, 6 de junho de 2010

Domingo pé de cachimbo.

"Hoje é domingo pé de cachimbo, o cachimbo é de barro bate no jarro, o jarro é fino bate no sino, o sino é de ouro bate no touro, o touro é valente bate na gente, a gente é fraco caí no buraco, o buraco é fundo, acabou-se o mundo(...)" e por aí vai.

Lembro que quando eu era pequena adorava o domingo. Acordava cedinho com o som da TV e vovô Adelino escutando o Globo Rural (escutando porque ele era cego). Dia de ir na feira com a tia Célia: comer pastel, tomar caldo de cana e comprar um anel. Sempre cantavamos essa cançãozinha do touro e que eu nunca entendi o real sentido dela.
Aí eu fui crescendo e o domingo passou a ter outro impacto: domingueira na Sunchine, 1º de Maio e Aramaçan, ía a verdadeira galera aqui do bairro e adjacências, algumas vezes eu fugi ou mentia que ia num lugar para poder ir dançar, como eu fervia!
Cresci mais um pouco e o domingo passou a ser um carma ruim: logo após ele vinha a segunda-feira dia de trabalhar. Minha filha vai passar o dia com a família paterna e eu cá fico com meus pensamentos mais íntimos, na maioria das vezes pensando merda, depressão de domingo. E eu nunca mais fui fã de sair pra baladas aos domingos, quem me conhece sabe que eu odeio sair nesse dia.
Mas hoje foi diferente, quer dizer não tão diferente dos outros domingos afinal dormi o dia inteiro mas teve um diferencial, enquanto eu dormia pensava (se é que isso é imaginável a alguém dormir e pensar ao mesmo tempo) que eu devo sair da inércia e do sedentarismo, senão no domingo nos demais dias da semana.
Pensei em começar um regime, não que eu tenha a pretensão de virar a Barbie afro-descendente mas ao menos voltar a ter meus 57kg novamente, parar de me entupir de chocolates e tantas outras besterias e segurar a ansiedade, se necessário voltar até a fazer sessões de terapia. Com a ajuda de uma academia movimentar um pouco o corpo pra ajudar na perca de alguns quilogramas e quicá comprar uma bicicleta e pedalar nas tardes de domingo e até reduzir a nicotina.
"Tamo aí na atividade" esse será meu novo lema.

domingo, 23 de maio de 2010

Só pode ser coisa de outra vida.

As minhas piores brigas e discussões aconteceram quando eu estava de TPM e/ou nos finais de semana, como agora a pouco acabou de acontecer. Agora que todos sem exceção saíram o silêncio se faz presente e soa como música para meus ouvidos. Eu odeio brigas, me sinto mal, meu sangue ferve, meu corpo fica trêmulo, é uma sensação muito ruim, ainda mais quando disperta a ira e se tem vontade de matar. Pessoas que não tem nada a ver acabam levando também simplismente por estarem ali naquele momento. Eu não sou assim, depois fico muito mal. Juro que se eu tivesse uma vida diferente da que eu tenho, já teria me jogado no mundão. Se era nessa vida que teríamos de evoluir, ainda não foi dessa vez, o carma perpetuará, voltaremos mais umas três ou quatro vidas afim de resolver essas questões pendentes e que devem ser muito graves, pois, a convivência se torna impossível e um tormento.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Caminho Suave.

A cartilha Caminho Suave é didático do meu tempo para alfabetização de crianças, aprendi a ler com ela. Minha tia Bete tentou encontrar a cartilha ou algo similar não encontrou, a vendedora da livraria disse que possivelmente o livro só é adquirido por encomenda e que seria caríssimo por não ser mais usado pelos professores, meio que virou reliquia ou algo fora de moda, ultrapassado. No entanto após fuçar muito ela encontrou um baralho de cartas didáticas da cartilha. Pirei quando vi, achei demais quando ela chegou com o presente para a Elisa, me remeteu a anos atrás. Há quem ache esse tipo de didática não muito adequada (principalmente os profissionais da Educação) mas eu considero aceitável se este for um apoio a outras didáticas vindo a somar.

De fato, procurar algo desse tipo para ajudar na alfabetização dela não passou pela minha cabeça, displicência minha mas agradeço por ter pessoas ao meu lado pra me dar um suporte (quase técnico, rs). Sem minha família - juro - eu não seria nada do que sou. Fui presenteada por Deus e pelas forças divinas apesar de todas as adversidades. Na verdade eu preciso dizer mais isso a todas essas mulheres guerreiras e maravilhosas que me criaram.

Minha tia sempre me deu muito apoio e incentivo (na verdade toda minha família sempre deu grande importância à isso) nesse lance de estudar, comprava cadernos, livros, lápis de cor... tudo que se possa imaginar e agora faz o mesmo com minha filha. Lembro muito da minha infância, quando eu tinha a idade da Elisa ela estava na universidade e me levava junto quando ia estudar, sentavamos na biblioteca da faculdade ela na mesa de adultos e eu numa mesa menor, eu lia os livros e desenhava enquanto ela adquiria o conhecimento que hoje tem até de sobra e me faz sentir mais orgulhosa me dando ainda mais incentivo para que eu continue e não pare de estudar nunca.

A admiro desde sempre e mais pela sua luta cotidiana. Tal foi seu empenho comigo que peguei gosto pela coisa, sempre fui boa aluna, nunca repeti de ano e gosto de estudar, é um dos meus maiores prazeres. Já fui até estereotipada de CDF (e sou um pouco mesmo, sem vergonha de dizer! sou uma CDF maloqueira). Vou voltar a estudar num futuro bem próximo, sinto falta, necessidade do cheiro dos livros, do universo diferenciado que é uma escola, uma faculdade, a sala de aula. Numa família de empregadas domésticas estamos quebrando um ciclo, fazendo a diferença a partir da Tia Bete primeira a ter formação acadêmica e com fé não será a última. Podemos dizer de boca cheia que na Família Dias, uma família negra existe Psicóloga, Assistente Social, Biólogo e Engenheiro. Meus avós de onde estiverem, tenho certeza estão orgulhosos.

Hoje eu e a Elisa começamos as aulas (rs). Letra por letra, escrevendo, memorizando as figuras, desenhando. Tudo de bom, me senti tão bem ao estar com ela, ensinando, participando do seu desenvolvimento, me orgulhando de ver aquela mãozinha pequena pegar no lápis e riscar as letras redondinhas ao máximo que ela consegue fazer. A alegria dela ao estar comigo e dizer que "eu sou uma professora tão legal", tudo isso não tem valor.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Meu novo projeto.

História dos mais velhos.
Uma auto-biografia da Família Dias

Prefácio

O meu projeto nasceu da curiosidade que eu sentia de saber a verdade sobre a minha família. Como no livro do Alex Haley, “Negras Raízes” que acabara de ler há poucos meses, onde ele consegue através de uma ampla e vasta pesquisa recuperar fatos e descobrir as sete gerações passadas da sua família, desde quando existiam antepassados seus vivendo em aldeias distantes na África, passando pelo roubo de um deles pelo tráfico de escravos da América, a vida dos familiares como escravos já no Ocidente até a sua geração, quando já havia sido declarada a lei anti-escravagista. No entanto ele contou para isso com ajuda de documentos históricos das bibliotecas do governo da América e tantas outras espalhadas pelo país, onde encontrou uma pista para começar sua pesquisa genealógica e em seguida foi para a África conversar com velhos griots contadores de histórias reais sobre o povo das aldeias:

“Eles me contaram então algo que eu nunca antes imaginara. Existiam homens já muito velhos, chamados griots, ainda encontrados nas aldeias mais atrasadas, verdadeiros arquivos vivos e ambulantes de história oral. Um griot mais antigo era um homem em torno de setenta anos. Abaixo dele, havia griots cada vez mais jovens, até meninos aprendizes, que passavam quarenta ou cinqüenta anos ouvindo aquela narrativa, antes de se tornarem griots veteranos também. Só em ocasiões especiais é que um griot veterano contava suas histórias de aldeias, clãs, famílias ou grandes heróis. Por toda a África, essas crônicas orais vinham desde os tempos dos mais remotos antepassados. Havia alguns griots lendários que poderiam narrar aspectos da história africana durante três dias seguidos, sem repetir coisa alguma.” (Haley, Alex – pág. 630)

Fico extremamente triste porque o Brasil não possui documentos tão precisos da entrada de escravos ou qualquer documentos parecido e com isso jamais poderia eu realizar uma pesquisa dessa dimensão mesmo que eu quisesse. Não teria como e nem por onde começá-la, saber só que meus antepassados foram vendidos para uma tal família de sobrenome Dias não adianta muita coisa.
Resolvi então usar dos instrumentos ou pessoas que tenho a mão e com fácil acesso. As pessoas mais velhas da minha família eram meus avós maternos ambos falecidos já há alguns anos. Deixo claro que a Família Dias é minha família materna, uma vez que, a família paterna eu não conheço, meu pai não quis assumir a gravidez de minha mãe sumindo logo após saber da gestação.
Por não ter pensado antes em escrever os relatos/histórias que meus avós contavam quando estavam ainda em vida (talvez na falsa ilusão de que eles viveriam para sempre) resolvi agora colocar em prática.
Meus avós adoravam contar “CASOS” de suas vidas. Eu me lembro de alguns com certa imprecisão mas me recordo. Agora a pessoa mais velha da minha família é a Tia Célia com 58 anos e vez ou outra está me contando algo sobre sua vida e a vida de nossos familiares (e não só entrevistarei e resgatarei relatos dela mas de todos os familiares na medida do possível, afinal todos fazem parte mas ela quem contará a maior parte da história). Bem como aconteceu hoje, estávamos vendo uma desenho animado com a Elisa e ela começou a narrar como era a vida antes da televisão, o que faziam para ver algum desenho na TV e nesse momento eu tive um start e porque não começar agora a escrever sobre minha família? Pensei e logo quando vi já estava fazendo pequenas anotações, lhe fazendo várias perguntas e tão rápido peguei meu notebook e comecei as transpassar para a máquina as três histórias iniciais que me contara (será os três primeiros capítulos mas ainda sem ordem cronológica). E lhe disse brincando que agora ela não pode querer deixar esse plano astral sem antes me contar tudo que sabe! Espero firmemente que meu projeto de escrever a história de nossa família chegue até o fim sem acontecer nada que nos impeça de realizá-lo.
Ela reside comigo e com minha filha Elisa e será a pessoa a me relatar os “CAUSOS” ou as histórias da Família Dias que se recordar. Tentarei entrevistá-la de maneira que se recorde o mais longe que conseguir e se puder buscar lembranças de outras gerações usando também a lembrança dos “CAUSOS” que sua avó contava a respeito de seus pais e seu avós.
Em a “História dos mais velhos” com a narrativa de Célia Aparecida Dias filha mais velha do casal Maria José de Oliveira Dias e Adelino Dias, irmã de Ivan, Ivanir, Ivone e Elisabete Dias (nessa mesma ordem foram seus nascimentos). A história terá momentos de muita tristeza com a família passando por várias necessidades como também terão momentos de muita alegria depois de passados todos os empecilhos e dissabores assim como acontece em toda família.
Resolvi escrever para que a história se perpetue assim como os griots o faziam e fazem até hoje. Para que a história não se perca nem morra junto com seus principais atores.
Continua...


PS: É possível que esse projeto possa virar um livro quem sabe, mesmo não me considerando muito capacitada para tal. Aguardemos.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sonho bom.

Ontem sonhei com a Vó Zezé. Eu abria a porta da cozinha e via descendo a escada de madeira em frente a porta, hora estavámos na casa velha hora na casa de agora. Ela descia a escada devagar, um pé após o outro sempre ficando com os dois pés em cada degrau. No sonho ela me dizia enquanto caminhava ao meu encontro:
- Sua Tia Ivanir me disse que você estava com saudade de mim! Eu vim te ver!
E adentrava a cozinha, sorrindo. Eu fiquei estupefada nem consegui dizer palavra nem mesmo me movimentar tamanha era a emoção, fiquei a fitá-la passando por mim.
Minha casa continua em construção e logo escutei a voz do pedreiro que me acordou. Droga! Um sonho tão bom e não deu tempo nem de abraçá-la, ter qualquer reação ou perguntar-lhe algo! Desde que foi para outro plano astral poucas foram as vezes que sonhei com ela, acho que dá pra contar nos dedos. Há tempos que não via minha avózinha tão nitidamente, senão em fotos: vestida com um casaquinho salmon e saia clara até os joelhos. As pernas estavam curadas e não mais existiam aquelas feridas causadas pelas varizes que tanto fizeram-na sofrer durante anos, semblante sereno, ela vinha descalço, cabelos curtos, continuavam grisalhos mas a sua face dava a singela impressão de estar rejuvenecida.
A noite perguntei a Tia Ivanir e depois a Tia Célia qual a roupa que a Vó Zezé tinha sido enterrada, só para ter certeza de que ela viera de fato me fazer uma visita (e indiretamente dizer que eu me acalme), pois, não me recordava da sua vestimenta e elas me responderam ser exatamente a mesma roupa do meu sonho.
Acordei brava pela voz do bendito pedreiro ser tão alta, ele ser tão incoveniente e por ter acabado com meu sonho mas em contrapartida tão, tão feliz por tê-la visto, o coração meio apertado de saudade, os olhos lacrimejaram mas não chorei para que ela não se sentisse triste, afinal lhe deram permissão para viajar até aqui e ela veio com alegria. De tudo e por tudo, sei que existem espíritos bons ao meu lado. Sinto muitas saudades.

Fazenda - Milton Nascimento
Água de beber
Bica no quintal
Sede de viver tudo
E o esquecer
Era tão normal que o tempo parava
E a meninada respirava o vento
Até vir a noite e os velhos falavam coisas dessa vida
Eu era criança, hoje é você, e no amanhã, nós
Água de beber
Bica no quintal
Sede de viver tudo
E o esquecer
Era tão normal que o tempo parava
Tinha sabiá, tinha laranjeira, tinha manga rosa
Tinha o sol da manhã
E na despedida,
Tios na varanda, jipe na estrada
E o coração lá

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Colhe-se aquilo que planta.









Achei que se pudesse escrever para que meu sentimento se tornasse público eu fosse me sentir menos pior ou menos culpada. No entanto o sentimento continua o mesmo, errante e me sentindo a pior de todas as pessoas e espécies do universo, a bosta fétida do cavalo manco ou a titica minuscula do mosquito. Arrependimento. Tristeza. Queria ter o dom de poder modificar ações, voltar atrás nas palavras, correr atrás do tempo e fazer tudo diferente. Me redimo com lágrimas nos olhos que simbolizam todo meu sofrimento e minha falta de controle. Preciso de ajuda e não me envergonho em dizer. Peço perdão (a você e a todos) por te (lhes) fazer sofrer e por ser um ser humano tão individualista, displicente, instável e descontrolado. Se és do jeito que és, e se eu te fizer murchar a culpa é e será irrevogavelmente minha, reproduzindo aquilo que outrora fora feito a mim.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

frases da vovó Zezé...


"É Bebé, mamar na vaca se num qué né!?"

"Mais amor e menos confiança!"


Me peguei reproduzindo estas frases para a Elisa agora, lembrei que minha avó me dizia essas frases quando eu estava querendo agarrá-la e beijá-la ou quando achava que eu estava tentando engambelá-la.
Minha avó! Durante a sua vida gerou 10 filhos, criou 5 filhos dos que viveram, 1 sobrinho e 2 netas das quais uma era eu. Mulher guerreira, alicerce da casa, autêntica nas palavras, autonôma em suas ações, incapaz de fazer mal a alguém, fervorosa era sua fé. Escrevia poesia e cheirava a lavanda. Costurava, bordava e crochetava. Gostava de chupar laranja-lima, fazer doces de compota como boa mineira e seus pásteis eram divinos. Fala mansa, quando brava a voz sumia, sotaque fino, alta e magra, pele despigmentada, cabelos lisos bem lisos, presos numa trança que virava um coque, lisos provenientes de sua herança indígena. Sono leve acordava com qualquer barulho, no entanto, gostava de acordar tarde. Cantava músicas do Noel Rosa e sempre me tirava pra dançar. Nunca me batia e quando ia receber o benéficio mensal do meu avó Adelino (deficiente visual) me levava sempre com ela, me dava sempre um dinheirinho e comíamos pão-de-queijo na Praça do Carmo, compravamos biscoitos de polvilho e balas dadinho. Me chamava de "Benzoca da Vovó". Deixava bilhetes dizendo que me amava e falando sobre a palavra de Deus espalhados por lugares que sabia que eu acharia. Me levava para a natação no Del' Antônia, ela mostrava a carteirinha para o motorista do ônibus e eu adorava descer pela porta da frente, sentia-me superior aos outros passageiros. Fazia batata-frita para o almoço mas só começava a fritá-las quando me via da janela da cozinha descer a rua da escola devolta pra casa. Pra adoçar minha pequena vida de criança criada pela avó comprava melzinho na farmácia e me dava um por dia, quando não, me fazia balas de acúçar caramelado pingadas na água.
Viveu até 80 anos. Infelizmente foi morar em outro plano astral meses antes de eu ficar gestante, o que me deixou triste por não ter conhecido a bisneta, tenho quase certeza que cuidaria dela como cuidou de mim.

PS: sempre me perguntei quem teria sido o Bebé (?) o cara que não quis mamar na vaca.

sábado, 8 de agosto de 2009

e a barriga crescia...

A transa involuntariosa no carro de uma amiga ocasionou uma grávidez indesejada. O que fazer? Como contar à família? Ela queria abortar, ele disse que a mataria se fizesse isso, sua mãe disse que ela se arrependeria se colocasse em prática. A família ao contrário do que se pensava lhe deu todo apoio e possivelmente depositaram nesse novo ser que nasceria o amor que tinham pelo membro mais velho da família e que havia partido à poucos meses antes da notícia: a bisavó (cuidará dela desde os 2 meses de vida, ficaria feliz em saber da notícia - ela pensava).

Nos primeiros meses foi difícil para aquele corpo aceitar um outro ser dentro de si, muito choro, mutação, o corpo se transformando, mais choro, mudanças hormonais, emocionais, físicas. Os meses íam passando e a barriga crescendo. O reprodutor estava pouco presente, haviam brigado no começo da gestação e só no 6º mês de gestação que voltaram a se entender e ele sentiu emoções que nunca tinha externado para a reprodutora, ela o amava. E a barriga crescia. Ela não deixou de fumar, mas reduzirá significativamente, antes fumava um maço por dia, passou a fumar dois ou três cigarros durante todo o dia.

Nos momentos difíceis quando ela ficava melancólica com toda situação pôde contar com a ajuda da família e de alguns poucos amigos verdadeiros que lhe faziam companhia, mesmo quando já não aguentava mais sair de casa porque a barriga estava muito grande. Ela era mãe solteira e a barriga crescia. Emocionante foi escutar pela primeira vez o coração do pequeno ser que estava gerando em seu ventre. Estranho foi quando sentiu algo diferente dar um pontapé do lado direito de sua barriga como quem diz "estou aqui, agora você pode me sentir de verdade, não sou mais palavras apenas" e mais extasiante foi quando viu pela primeira vez na telinha da ultrasonografia a figura daquela delicadeza, "está tudo bem com ela" disse a perita em ultrassom, lágrimas rolaram de seu rosto. Ele não estava lá.

Ela esperava por um menino, comprou roupas azuis certa de que seria mas era uma menina. Ele não estava lá. E a barriga crescia cada dia mais. Qual será o nome? Ela queria Marina mas ele não quis. Chegaram a conclusão que seria Elisa. Ela ficou bonita grávida, tirou muitas fotos, não engordou muito, apenas 6 kg e questionava a sua médica ao ver as outras mães enormes de gordas e inchadas no consultório, pensava existir algum problema com ela mas a Drª dizia "as duas estão bem e saudáveis, para que ficar igual a uma vaca gorda?", ela sorria sempre. A barriga crescia.

Começaram ela e família a comprar a mobilia para a bebê que estava para chegar, muitas roupinhas a pequena Elisa já possuía e ganhava muitas mais. Era delicioso olhar e tocar naquelas roupinhas tão pequenas e imaginar como seria a face da pequena, seu corpinho, o jeito da boca, os cabelos e todo o resto. A barriga crescia e o medo se aproximava. Está chegando a hora, muito choro e várias perguntas sem respostas. Ela perguntava a todas que já tinham filho se iria doer, e elas respondiam "é uma dor suportável". Ela pensava "como assim?". Sua mãe lhe dizia: "larga a mão de ser boba menina! Não entrou agora vai ter que sair!" Isso lhe causava temor se somado com aquela história da dor suportável. E a barriga crescia, até que chegou o grande dia, dores fraquinhas, pausadas, ela achou que não era nada, apenas cólicas afinal nunca tinha estado grávida antes e assim foi durante todo aquele dia. As dores foram aumentando e a barriga dura como um pedaço de madeira, e aí já não haviam mais pausas durante as contrações, só depois que uma amiga chegou lhe disse que o nome daquilo eram contrações e não cólicas normais e que ela iria ganhar o bebê. "E agora?" ela pensou. Fumou o último cigarro. A avó paterna veio e a levou para o hospital. Ele estava com ela e segurava sua mão, foi sentado a seu lado na ambulância, foi preciso ir para outro hospital por falta de vagas. Ele cantava para tentar amenizar sua dor e ela lhe beliscava por conta da dor. Ele queria ver o parto, não foi possível.

Dores insuportáveis e ela lembrava "é uma dor suportável" filhos da puta! A dor lhe cortava a alma, e vinha diretamente do cóquis. "Faça força!" falava a enfermeira na sala de pré-parto depois de lhe fazerem uma lavagem e lhe aplicaram uma medicação na veia que lhe deu ainda mais dores e assim ela o fazia mas não havia dilatação sulficiente. O Drº chegou, era japonês e a mãe dela disse que havia sido um japonês também a fazer o seu parto e que eles eram os melhores, ela ficou mais aliviada, o médico estourou a bolsa, era chegado o momento e as dores eram intensas.

Foi realizada uma cesariana, necessário duas aplicações de anestesia; escutou um primeiro choro fraquinho, já era sua menina recém-chegada a esse mundo de sentimentos e relações tão dúbias. Elisa Dias Caetano nasceu às 00h26 do dia 08/08/2003 com 47 cm e 3.250 kg. Era uma madrugada fria e garoava. Sua mãe ficou em frangalhos depois do parto, como lhe doía o corpo e aquela incisão uns oito dedos abaixo do umbigo, não pensou que seria assim, mentiram para ela. A barriga desapareceu mesmo assim continuava grande e enchada e assim ficou durante os primeiros meses de vida de Elisa.

Ainda no hospital sentiu-se estranha ao amamentar pela primeira vez mas achou a cena muito bonita, era vida! e ela alimentava a sua vida. Pediu pelo celular que lhe trouxessem chocolate, não podia mas todos queriam fazer os gostos da mais nova mamãe. Ela comeu escondida dos médicos, mas ofereceu para a outra mãe que estava no quarto junto com ela e esta recusou, pensou ela "sobra mais". As visitas eram muitas: família e amigos, um clima de total felicidade. Elisa era linda todos parabenizavam a mãe, tinha cabelos pretos como petróleo e olhinhos de jabuticaba. Ela era a cara da mãe quando nasceu todos diziam, pelo menos o nariz parecia que fizeram um de massa de modelar e grudaram na pequena.

Toda família materna e paterna foram visitá-las, levaram chocolate escondido a seu pedido. Ele foi visitar as duas todos os dias mas num dia chegou atrasado e depois do horário, burlou os funcionários do hospital e na última virada do corredor o qual se encontrava o quarto da sua pequena Elisa uma enfermeira o viu, logo ele contou a pior história que lhe veio na cabeça e a enfermeira se emocionou: "pode ir mas vá rápido senão estamos fritos!" exclamou ela. E ele foi. Ela assustou ao vê-lo achou que ele não viria mais. Depois do terceiro dia: ALTA! ela mentiu quando o médico perguntou se já havia evacuado, disse com a maior cara lavada "sim Drº!". Consegui! - pensou ela, pois não poderia sair sem evacuar, poderia causar alguma complicação e ficou feliz pela mentirinha que acabava de contar, não aguentava mais comer aquela comida sem gosto. Sua casa, sua cama, comida caseira e outras cositas mais.

Elisa chorou muito nos primeiros meses e trocava o dia pela noite muitas fraldas sujas e limpas. A ajuda da Tia Célia foi imprescindível. Elisa chorava, Tia Célia acordava e lhe entregava nos braços da mãe que a amamentava, ou ela mesmo apertava a pequena contra sua barriga e aquilo amenizava as dores de barriga da bebê, o seu chazinho de camomila também era milagroso e assim os dias se passaram. Mesmo depois de uns meses a mãe ainda sentia mexer dentro de sua barriga, a mesma sensação de quando a bebê ainda estava lá dentro, perguntou à sua médica, que lhe disse ser normal. A mãe não teve uma estria na barriga (por Deus porque coçava a barriga com o pente fino) e seu corpo voltou totalmente ao normal, até emagreceu uns quilos daqueles que tinha antes, com exceção dos seios que de fartos ficaram pequenos e muchinhos.

Com 5 meses Elisa teve uma febre muito alta, suspeita de meningite. Ele estava lá. O médico pediu para que se retirassem da sala de exames alegando que os pais sofrem mais que os filhos, todavia lhes deu também a opção de permanecerem na sala. Eles preferiram sair. Ela pediu muito a Deus que não levasse sua bebezinha e sentia vontade de colocá-la devolta em seu ventre assim ela estaria segura, sentia medo e escutava do lado de fora da sala sua pequenina chorar enquanto lhe faziam o exame dolorozo. Ela perguntou ao médico se poderia acarretar algum trauma emocional em sua filha, o médico respondeu que não. Ao fim tudo deu certo, era apenas uma infecção de urina constatada somente através da biopsia. Ela pensou que nunca desejaria nada igual a esse sofrimento a nenhuma mãe no mundo. Ele chorou.

Elisa deu seus primeiros passinhos com 1o meses e falou a primeira palavra com 11 meses que foi "mamãe". Elisa deu outra perpectiva para os planos da mãe e isso foi muito bom e ela até voltou a estudar tendo que deixá-la ir para escola com 1 ano e 6 meses, uma vez que, precisava trabalhar e custear sua faculdade, e durante os quatro primeiros anos de vida de Elisa foi assim. O pai era contra tudo isso. Ela tirava leite e deixava para que a filha fosse alimentada e também doou leite, tinha muito. Desmamou-a aos seis meses de vida, a pequena recusava o peito materno depois que percebeu ser mais fácil sugar o bico da mamadeira.

Hoje Elisa está completando 6 anos de vida, é uma criança muito esperta, inteligente, perceptiva, sociável, saúdavel e amada. Seus olhinhos brilham, ela sorri com os olhos, bem se vê que foi bem cuidada. Infinitos serão os agradecimentos de Elisa e sua mãe à sua família que lhe apoiaram desde o começo e também aos amigos que de diferentes formas fizeram toda diferença nesses anos. A família dele também devem agradecimentos mais por esses últimos dois anos que se fizeram mais presentes na vida das duas. Elisa enche de alegria a vida das pessoas que a amam. O pai não é muito presente, lembra das datas comemorativas e compra presentes, mas a ama. Elisa deixou de parecer tanto com a mãe fisicamente falando e herdou do rosto até o jeito de andar do pai, somente o nariz e os dentes separados são iguais aos da mãe. Pai e mãe não estão juntos. O ano que sucede ela irá para a 1ª série, como o tempo passa rápido e muita coisa boa ainda terá a mãe de Elisa para contar sobre sua garotinha.

Feliz Aniversário!

"Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, Porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; Pois suas almas moram na mansão do amanhã, Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados. Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas. O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força Para que suas flechas se projetem, rápidas e para longe. Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria: Pois assim como ele ama a flecha que voa, Ama também o arco que permanece estável."
(Gibran Khalil Gibran)

quinta-feira, 9 de julho de 2009

olha banana, olha o bananeiro.

Em minha casa sempre teve bananas as pencas. Sempre comi bananas e gosto da variedade: banana nânica, prata, maçã, ouro, figo, da terra, são tomé, d'agua e que eu me recorde agora são essas, e as que eu mais gosto são a banana nânica e a ouro que só encontramos vendendo na estrada quando estamos indo para o litoral ou para o interior. Gosto de comer banana com comida, algumas pessoas acham nojento mas eu gosto do contraste da banana com arroz e feijão, na verdade gosto de tudo que tiver banana. É um alimento saudável, fonte apreciável de vitamina A, vitamina C, fibras e potássio.

Contudo, temos uma nova lei estadual em vigor, sancionada pelo Governador do Estado de São Paulo José Serra, bananas não serão mais vendidas a dúzias mas a quilos mesmo nas feiras livres sob multa variando de R$ 297,60 a R$ 297.600,00. A lei de número 13.174 de autoria do deputado Samuel Moreira (PSDB) foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia 24 de julho de 2008 e até então aguardava regulamentação por decreto mas agora ela já fato. No Rio de Janeiro a lei já está em vigor há tempos.

O deputado diz ser uma reivindicação dos produtores de bananas, uma vez que eles alegam vender mas não receber o valor correspondente a quantidade da mercadoria, recebem 10% a menos que o valor real. O deputado também acredita que a lei ajudará a corrigir uma distorção no mercado se considerar que o produtor vende a banana por quilo e depois ela é comercializada nos mercados e feiras livres por dúzias.

"Nem bananas mais daqui a pouco o povo poderá comer" - disse minha tia Célia agora numa reclamação que senti veio lá do fundo do seu bolso. Verbalizou que comprou meia-dúzia de bananas nânicas com peso de 1.180kg e pagou R$ 2,56 quando antigamente ela pagaria R$ 1,50, quer dizer que tivemos um aumento de 100% no preço da banana. "Isso é um abuso" - ela disse. No jornal da hora do almoço vi uma entrevista com uma dona de casa reclamando por conta do talo das pencas de bananas, ela disse: "se colocar na balança o talo também pesa e eu não vou comer o talo". O povo está realmente indignado. Ficaremos ao lado de quem agora: das donas de casa e de seus bolsos ou dos produtores de banana? Daqui a pouco até comer banana no Brasil, na terra das bananas será raridade.