apenas eu.

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"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm." (1 Coríntios 10:23a)

transeuntes.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Retrato falado.

Sou mulher, negra, mãe e solteira. Sou Assistente Social. Trabalho com a desumanidade e o descaso, ganho meu sustento em cima da desgraça alheia (um tanto contraditório!) mas também deixo minha contribuição neste mundo puramente capitalista e egoísta. Dei a luz aos 20 anos e não pretendo mais ter filhos mas transar é muito bom. Sou filha única de mãe solteira. Minha religião é o Candomblé, não tenho medo de espíritos, muito pelo contrário, eu os recebo. Sou chorona e orgulhosa. Falo demais quando estou nervosa e também quando estou feliz. Não tenho papas na língua, muito menos pudores. Não sou grossa sou sincera. Não bebo muito mas gosto de conhaque sem gelo. Minha risada é alta e eu sou baixinha. Sou corinthiana. Pontual, quase nunca me atraso. Me apaixono muito fácil. Sou extremamente carente. Toco flauta transversal mas também tenho um triângulo e um pandeiro, meu próximo instrumento será um surdo. Queria ser um dia Porta-Bandeira numa escola de samba. Gosto de música (alta!), de livros e não gosto de televisão. Prefiro drama e suspense à filmes de terror e ação. Não curto emprestar livros, CDs e DVDs (eles nunca voltam!). Já tive dois grandes amores e várias paixões. Já sofri violência física. Já sofri por amor. Gosto de me expressar através da escrita (mas falta muito pra eu ser um grande talento literário!). Leio poemas. Gosto de música cubana. Durmo muito, sou uma ursa. Não me acorde, fico de péssimo humor. Não tenho dificuldade em pedir desculpas ou assumir meus erros. Sou virginiana e portanto extremamente perfeccionista e organizada. Tenho síndrome de limpeza. Cor favorita: amarelo e branco. Tenho um quê feminista correndo em minhas veias. Já fui uma jogadora de handboll. Se eu fosse uma flor seria um girassol, se eu fosse um animal seria uma pantera. Às vezes sinto ter nascido na época errada. Não sou muito vaidosa. Visto roupas básicas e gosto de vestidos. Colares prefiro os de semente. Amo chocolate e todos os seus segmentos e derivados. Meu cabelo é crespo, tenho dentes separados e meu olho treme quando estou nervosa. Tenho o dom de fazer as pessoas rirem e imito muito bem qualquer um que eu fique perto mais que 5 minutos. Gosto de acampar. Prefiro praia ao campo. Nunca tive um animal de estimação. Não gosto de batom mas pinto as unhas de vermelho. Não uso salto alto (eu caio!) prefiro tênis ou a velha chinela de couro. Calço 36. Tenho tatuagens, piercing e alargador. Adoro calça de moleton e camiseta. Durmo de barriga para baixo e prefiro o lado direito da cama. Não gosto muito de sorvete. Como arroz puro feito na hora. Tenho poucos amigos verdadeiros. Sofro de problemas na psíque e possuo um CID10 - F41.2 (psiquiátrico). Para alguns sou estereótipo para outros sou despojada. Às vezes tenho o dom de ser chata, grossa e insuportável tudo ao mesmo tempo. Sou um tanto estranha!!!!

7 comentários:

Ni disse...

sou taurina mas me reconheci... aqui...

guru martins disse...

...mas tem
bom humor
e isso
é ótimo!
alivia
tudo mais...

bj

ultra disse...

Saudações irmã!!

Janaína disse...

A melhor auto-biografia que já li =)
Preta, você ganhou uma fã o.O
Também sou virginiana e me achei em muitos trechos de seu jeito de ser. [rs]
Vim tbm para agradecer suas palavras no blog do nosso núcleo feminino - ReNeg.

Beijokas

carol... disse...

E eu amo, assim, desse jeito aí.

Camilla para os menos íntimos... disse...

“Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inclusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente”.

(Clarice Lispector)

Camilla para os menos íntimos... disse...

"Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo, e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivos. Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança que há por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível. Não gosto de rotina. Eu amo de verdade as pessoas para quem eu digo isso e, me irrito de forma inesplicável quando não botam fé em minhas palavras. Nem sempre ponho em prática aquilo que julgo certo. São poucas as pessoas para quem eu me explico."


(Robert Nesta Marley)