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transeuntes.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Subjetiva demais.

Noutro dia abri o blog e vi o seguinte comentário numa postagem:
- Gostei do blog antes de tudo. Bela reflexão, mas pena que tá um tanto subjetiva, mesmo assim traz questões interessantes pra reflexão...

Segurei minha onda por meses e só agora resolvi postar algo sobre. Procurei no velho amigo Aurélio qual o conceito de "Subjetivo" mesmo sabendo o significado, vejam: 1. Do, ou existente no sujeito (7). 2. Individual. § subjetividade sf.
Acho que realmente o blog e eu somos subjetivos sendo que somos a mesma pessoa, subjetivos mas não senso comum. Contudo, fiquei a me perguntar porque ele disse "pena".
Reconheço minha ignorância literária (longe de ser uma grande escritora, sou amadora) e sei que não escrevo lá essas coisas mas meu intuito não é criar histórias fictícias ou tratar de assuntos específicos, escolhi hablar sobre mim, minhas ânsias, angústias, alegrias, encontros e desencontros, minha vida perdida e achada, são tantos momentos. Há quem diga que sou melancólica e nostalgica demais, reclamona demais, que faço um monólogo da minha vida triste, um dramalhão existencialista sem finais apoteóticos. Ok!
E posso dizer mais: sou humana - sujeito da minha própria história e da minha transformação, suscetível a mudanças de pensamento e maneira de agir - um ser errante e que não têm dificuldade em pedir desculpas. Não costumo usar máscaras ao dizer e mostrar o meu verdadeiro eu, necessitada de uma terapia intensivaça, com dores que amargam aqui dentro bem como alegrias que não consigo conter e que querem sair a toda pelos poros do meu corpo pequeno; ansiosa, exaltada, impaciente, impulsiva, constante e inconstante, com uma alma intensa e que muitas vezes não se sente bem onde está, crítica em demasia com pessoas, coisas e situações que me agradam e desagradam, ranzinza e mau-humorada porém com um quê cômico, um sútil lado comediante e no máximo sou feliz por poder viver tudo isso.
Alguém já me disse assim: "as pessoas querem e gostam de ler coisas boas e alegres!". Aí está o problema, como se a vida fosse feita só de alegrias, êxtase e euforia o tempo inteiro. Pelo menos a minha vida não é assim e não posso falar de algo que não vivo a todo momento como que inventando prazeres inexistentes (ah Epicuro me segura!), falo do que vivo o resto seria fantasia, negação dos meus sentimentos e emoções, da minha vivência e do meio que estou inserida, daquilo que recebo do mundo e aqui meus queridos é tudo bem real, é a minha vida, meu cotidiano. Pode ser chatíssimo? pode! pode ter um pingo de dramaticidade ou exagero? pode! afinal minha psíque não é lá essas coisas, entretanto tento não fugir muito da realidade e nem viver num mundo exclusivamente meu e acredito que alguns goles de maturidade entre uma situação e outra estejam me fazendo diminuir o nível de vitimização.
Deixo aberto a quem queira saber um pouco mais de mim, digo um pouco porque nem eu mesmo me conheço ou me compreendo por inteiro. Ah! e ainda tem a instabilidade de humor. Caso nada disso interesse a ninguém também ei de ficar bem.

*sitado no texto sem ordem lógica trechos de um poema de Florbela Espanca.

6 comentários:

GIL ROSZA disse...

entendo vc em cada virgula. suspeito mto da objetividade, pra mim ela é mero disfarce. fora o fato de que na minha modesta opinião, não existe nada mais subjetivo, contraditório e surreal que o estar vivo. como eu disse recentemente, tudo soa mais objetivo quando se está morto.

ka disse...

Acompanho teu blog a meses,e posso dizer com certeza que somente o acompanho por ser da forma que é:vivo,verdadeiro,drámatico,realista,triste e com algumas pitadas de felicidade.Se quisesse(?)ler sobre uma vida inteiramente alegre e feliz,iria para algum blog de novelas.....
Gosto de que leio,porque retrata uma vida inteiramente humana.....

Vanessa Souza Moraes disse...

Sua subjetividade não deu conta da objetividade de quem te escreveu isto.

:: Soul Sista :: disse...

"Eu perdi o meu amor para uma novela das 8. Desde essa desilusão, eu me desiludiiii. O meu coração palpita à parte, poupando-me um pouco de sonhos, depois desse desengano."Quem quiser novela, surfa para outros canais, né não?
Camilla, se acham os seus textos tristes, que dirão dos meus? rsrsrsrss
Mesmo alegre, escrevo textos melancólicos, porque vivo a vida num tom abaixo, eu acho. Tenho momentos muito alegres e divertidos, mas na hora de escrever, vem a sombra. Quem não quiser ler, não leia! rsrsrsrsrs
Fico com o maravilhoso poema que você recebeu de presente: FODAM-SE!

Grande beijo subjetivo! rsrsrsrsrsrsrsrsrs

Didi. disse...

Pura e intensa.
Ligue o foda-se- sempre.

abraço

Liliane Nascimento disse...

Li tão pouco do seu blog, mas já vejo que vale muito a pena continuar!!