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"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm." (1 Coríntios 10:23a)

transeuntes.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Suicídio.


Sim...
por esses dias eu tentei tirar minha própria vida!
Qual é o maior motivo para um suícida tentar contra a sua vida?
Será que deveras há um motivo óbvio? Seria um impulso, um ímpeto?
Problemas espirituais, psíquicos ou uma fusão destes dois?
Todos têm curiosidade em saber o que passa pela cabeça de uma pessoa que se matou ou tentou se matar, como se fosse fácil discorrer sobre tal assunto, como se de fato existisse uma causa concreta ou uma junção de vários fatos. Na verdade o ato suícida sempre é muito relacionado ao amor, a perca de um grande amor e posso te garantir que essa não é a causa principal. Porque as pessoas fantasiam dessa forma? Digo isso por que foi assim comigo, fantasiaram minha situação, me jugaram até na causa da minha possível morte.
A busca pelo término da vida pode ser sinônimo do abandono das ambições, realizções pessoais? Um fuga para o anonimato?
Na hora não pensei em nada nem em ninguém, eu tinha minhas razões sejam lá quais fossem... não pensei se haviam pessoas que dependem de mim, se existiam pessoas que me amavam e sentiriam minha falta de alguma maneira mesmo que ínfima, não pensei em mim e muito menos em Deus.
Não consigo me lembrar de nada, apenas sinto a dor nas narinas e no estômago por conta de terem introduzido em meu corpo aquele cano estuprador afim de sugar a grande quantidade de medicação psiquiátrica que ingeri; fui estupidamente tratada pelos homens de branco que odeiam e sentem repulsa por suícidas.
Não senti vergonha pelo meu ato, nem culpa no dia seguinte. Todos começaram a me tratar como uma pessoa doente e frágil, vulnerável aos acontecimentos e em meio a todas as frases e palavras eufemistas ditas a mim eu senti que sou amada. Minha vergonha e culpa vieram só depois quando me senti sem energias, quando meu corpo não mais conseguirá se sustentar sozinho, pois, havia machucado meu espírito minha alma, e me olhando no espelho me percebi lívida. Me envergonhei quando na frente de forças divinas eu derramei minhas lágrimas e percebi como fui mesquinha, egoísta e imatura.
Estou viva, ainda não chegou minha hora, a tentativa foi em vão, ainda me querem nesse mundo de sentimentos e relações dúbias, talvez eu ainda tenha muito que fazer aqui, cumprir minha tarefa. Agora consigo entender isso. Peço perdão à Deus e a todas as formas de energia desse imenso universo.

3 comentários:

Camilla para os menos íntimos... disse...

ontem fez 01 ano que cometi o fato que foi narrado.

Camilla para os menos íntimos... disse...

acredito que nos amavamos nesse tempo, lembro que vc estava comigo nesse incidente, quis cuidar de mim, a sua maneira (assim como me amava a sua maneira) e me deu atenção e foi o meu homem forte, protetor e compreensivo.

Camilla para os menos íntimos... disse...

"A depressão é morrer de véspera e exibir a tragédia para quem queira testemunhá-la".

(Alberto Goldin, psicanalista)