apenas eu.

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"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm." (1 Coríntios 10:23a)

transeuntes.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

RE:

De: Gil . (gilsonrosa@hotmail.com)
Enviada: terça-feira, 11 de agosto de 2009 14:18:58
Para: camillapreta@hotmail.com


Camilla "PRETA" diz:

e não é verdade? tudo muda o tempo todo, a água que passa num rio nunca é a mesma

Camilla "PRETA" diz:

a única coisa permanente é a mudança (que bom que gosta da frase!) talvez eu não consiga colocar a idéia muito em prática mas deixo explícito pra que isso seja introduzido pelo meu cerébro, é uma questão de condicionamento, assim eu espero! rs!

Camilla "PRETA" diz:

mas eu ainda tenho dificuldade com essas mudanças, tanto que pra alguns soa contraditório, eu me apego as pessoas e sofro muito quando elas se vão, mesmo sabendo que elas tem de ir, isso me destrói e acabo não entendendo muito bem o verdadeiro significado delas entrarem em nossas vidas


rsrsrsrs... entendi

O Gil cantou tudo isso em “O Eterno Deus MuDança”, mas na verdade essa sobre as águas do rio é Heráclito; physis e logos! Infelizmente parece que isso é uma constatação inevitável, pretty pretta, essa coisa intermediária e em transformação constante que é a natureza (physis). O problema é que quando a gente se pôs ereto, quando levantamos a cabeça pra olhar pro céu, começamos a organizar os pensamentos (logos). Ai fudeu tudo. Pra evitar perceber essa incômoda falta de constância das coisas, a gente inventou um monte de conceitos pra dar "sustentação" e "sentido" a uma coisa cujo o único sentido (se é que podemos usar essa palavra aqui) é mudar, mudar, mudar. Acho que é por isso que dói tanto as "perdas"... porque pra tudo na vida a gente quer achar um motivo, uma razão, um significado, quando não achamos sofremos até inventar um que nos sirva de analgésico. Geralmente buscamos no amor romântico, num contrato insano de paixão e fidelidade, esta última, por sinal, quase uma impossibilidade pra nós primatas, a dose que caiba na nossa ilusão. Achamos que essa pessoa conosco, será nossa e ficará “imutável” ao nosso lado a medida que o tempo passa e a gente mesmo muda. Por isso achei legal aquele comercial da OLYMPUS que te mandei. Acho que a frigideira de flambar relacionamentos entra em cena quando a gente muda, não aceita e se ressente quando o outro muda também e dá sinais de que já não fazemos mais parte dos planos dele. É quase impossível nesse foguetório de mudanças alguém sair ileso. As vezes quem sangra somos nós, outras vezes é quem era a razão do nosso afeto e não pouco raro, quem costuma morrer é aquilo que quando começou fantasiamos que ia ser pra sempre.
bejão
Gil Rosa.

5 comentários:

Camilla para os menos íntimos... disse...

Gil:
com sua permissão ou não achei que seria um belo post, veja só email virando post! rs! mesmo porque depois que vc mandou pra mim é meu e eu faço o que eu quiser! rs!

Quanto ao Heráclito, conheço! ihh velhos amigos, tomavamos chá toda tarde! kkkkkk...

e mais Sr. Carioca... "o Rio de Janeiro continua lindo", ainda teremos oportunidade de sentar a frente desse belíssimo litoral que tu tens a seu bel prazer, degustando de uma gostosa caipirinha, escutando um samba clássico e conversando sobre a vida, essa que nos causa tantos sabores e desabores. Pode esperar que quando menos esperar estarei te mandando uma mensagem dizendo que estou indo visitar a sua cidade.

beijos no coração, valeu por todas conversas.

Gil Rosza disse...

Tens sempre a minha permissão Pretty Pretta. =).

Será um prazer te receber por aqui menina. Olha só; pra saborear nosso papo, além da caipirinha vai ter que rolar é claro; um sete cordas, um bandolim e uma transversa prateada! Salve São Jacó e São Pixinguinha...

bejão

Ana Célia Cruz disse...

Aff! Precisa tanta sinceridade assim???rsrs

Tenho acompanhado seus posts gurias, suas inquietações, e achados também. É uma forma de te conhecer um pouco, pros "menos íntimos", aqui por detrás da telinha.
Bjo.

Ana Célia Cruz disse...

É guria, no singular.

Indianara Nonzamo disse...

Que gostoso este diálogo hein.

A vida é uma corda bamba, as vezes ela cede, só esperamos, caimos e assim vamos indo.

Puts tem um poema que não me lembro ao certo que diz que não estamos sempre iguais porque não fomos acabados, terminados

Quando eu lembrar te envio

Bjins