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"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm." (1 Coríntios 10:23a)

transeuntes.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Duas metades.

"A sociedade é um complexo de complexos" já dizia Karl Marx, e eu digo o mesmo das pessoas.
As pessoas ao mesmo tempo que são adoráveis também podem ser destrutivas, e ter sensibilidade a esses dois tipos de pessoas é uma prova de fogo. Algumas te tocam no mais íntimo do ser, como estava conversando hoje com dois companheiros de trabalho, chegamos a conclusão de que geralmente as pessoas falam sobre o que gostam, no nosso caso falamos sobre: pessoas (contando causos verídicos da vida social), feminismo (expressando nossa indignação) e sexualidade (colocando que infelizmente o ser humano é dividido em duas partes, condicionado e construído pela sociedade).

Quem puxou o assunto da sexualidade por gostar muito desse tema foi eu e o colega de trabalho tão rápido fez o link colocando a questão do feminismo, logo eu quis explicitar a minha posição sobre ser uma pessoa do sexo feminino com o lado masculino bem perceptível, pois, não fui criada com melindres, os quais toda mulher têm pelo formato de criação indiscutível, onde a menina é partida em duas e só uma metade dela pode exercer a atividade vital - meninas fazem coisas de meninas - assim como também acontecem com os meninos. A outra parte sobrante é sempre coagida, reprimida, oprimida. Perde-se grandes prazeres por essas concepções errôneas e distorcidas.

Sempre tive muita liberdade com minha família em todos os aspectos e por isso meu lado homem é por demais aflorado em algumas circunstâncias. Odeio jogos de sedução vazios mas em contraponto tenho sim meu lado romântico sem submissão. Pinto as unhas de vermelho mas se tiver que falar grosso também falo, luto pelo tratamento igualitário, vontades, desejos e ações.

Enfim... quando falamos sobre as pessoas, sitamos nossos filhos e a criação deles para a vida social e em nada senti vergonha de dizer que estou em constante processo de aprendizagem no quesito ser mãe, é difícil pra caralho, uma construção contínua e ininterrupta e eu erro muito ainda.

A conversa pela manhã foi grandiosa, rendeu boas reflexões, foi até muito além do que expressei aqui. Já a tarde o clima neblinou, outro nível, quero dizer baixo nível: pessoal e intelectual. Outros assuntos nada agradáveis com outras pessoas do trabalho que não os da conversa pela manhã, pessoas esguias, completamente na defensiva sempre, acreditando que tudo e todos representam perigo (fantasiam inimigos imaginários), literalmente tarefeiros, todas cheias de si com intimações descabidas, vozes alteradas, grosserias. Eu estou me poupando, não quero entrar em debates ou discussões por coisas mixas, mesquinharias e mesmo assim conseguiram, roubaram ou melhor sugaram minha energia. Eu cambaleei, corpo trêmulo, minhas mãos começaram a suar, olhos marejando, tive de sentar. Sabia que mesmo com o som de palavras não saindo das suas bocas eu estava sendo colocada na mira de insultos. A raiva consome não só aquele que a sente mas também a quem ela é destinada.

O poder ou a falta dele são dois grandes fator-causa das maiores "catastrofes" sociais na civilização. E bato na tecla que o mais importante é nos reconhecermos enquanto indivíduos, seres humanos, classe social e pararmos de querer atacar aos nossos próprios irmãos de luta.

4 comentários:

jefhcardoso disse...

Bem, você quer e se expôs. Li tudo, fiquei meio sem jeito para comentar. Eu gosto do seu blog. Gosto da maneira como narra os fatos. Não venho lhe elogiar, aconteceu. E de tão pessoal que foi a postagem eu li, guardei para mim. Conheço-lhe um pouco mais como todos que leram. Você quis assim.

Abraço: Jefhcardoso do http://jefhcardoso.blogspot.com

GIL ROSZA disse...

mais uma vez a grande contradição humana. desejar a paz quando nada foi feito pra viver em paz =(

Camilla para os menos íntimos... disse...

agradeço o pseudo-comentário! rsrsrs!
a intenção desse blog é mais me expor mesmo, desde que optei por não falar sobre um assunto específico, científico ou seja lá o que mais, e nem decidi que escrevia poesias ou contos, decidi que escreveria sobre minha vida, daí já natural a exposição e por vezes acho que me enfraqueço por isso, deixo com que as pessoas saibam demais ao meu respeito e também já pensei em desativar o blog mas sei lá, é tudo tão confuso, eu sou tão confusa... rs!
enfim... vivamos com toda contradição existente e com toda exposição até que o saco encha e mandemos tudo as favas.

Anônimo disse...

calma preta!
sempre tem gente trouxa, metida a besta e com pouco conteúdo pessoal e intelectual em todos os lugares, esse será só mais um!
você é mais que isso... você é linda!

beijão.