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"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm." (1 Coríntios 10:23a)

transeuntes.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Estude.


Não vejo outra maneira de estar preparada se não estudando, pesquisando, entendendo e fazendo a leitura de toda a dinâmica societária - e da questão social - em sua totalidade tida como "complexo de complexos", inserindo nesse contexto o objeto de estudo, ou seja, o sujeito da ação, nesse caso crianças, adolescentes e/ou suas famílias. Li este livro no tempo da faculdade e agora ele está sendo mais que útil, uma segunda leitura com outro olhar faz toda a diferença. Ao abrir o livro vi que na época em que o li grifei algumas coisas que correspondiam a época e ao meu entendimento, hoje meus grifos já são diferentes e correspondem a atual vivência. O livro é de fácil leitura e entendimento. Fica a dica pra quem quiser saber mais sobre o tema.

Aí vai um trecho do livro que diz sobre a atuação da(o) Assistente Social no segmento judiciário (pág. 39, 40):

"Sabe-se que o trabalho nessa área é incômodo, tenso, permeado por "desfiles" de tragédias, de violências pessoais, sociais, institucionais - explícitas ou simbólicas. Como crer em possibilidades e criar novas formas de ações, na medida em que os profissionais lidam direta e cotidianamente com estas tragédias? São situações em que os profissionais, via de regra, recebem remuneração aquém do seu valor, e pouco ou nenhum, investimento na capacitação por parte da instituição empregadora. Como preservar a serenidade, o equilíbrio, o bom senso e o "distanciamento científico", sem se correr o risco de se colocar como "policias" da família ou do adolescente ou como "salvadores" de uma criança ou de um adolescente? Indaga-se, assim, como estes profissionais podem ter a serenidade e equilíbrio para não passar a ver todas as situações como iguais. Como não ultrapassar, no cotidiano da intervenção profissional, o limite entre a contribuição competente para a justa aplicação da justiça, a garantia de direitos e uma possível arbitrariedade que pode vir diluída no saber-poder que subsidia e contribui para a decisão sobre o futuro da vida dos sujeitos? Como pensar em viabilizar outras possibilidades de ação, de caráter coletivo, frente ao descompromisso social e ético de parte de vários personagens que compõem os poderes constituídos, como construir possibilidades de transformações no cotidiano desse trabalho e desse trabalho no cotidiano, superando suas evidentes características de repetição, são outras indagações que podem ser feitas envolvendo a função do assistente social.
Estas e tantas outras são questões que permanecem e, quem sabe, possam ser instigadoras da necessária continuidade da união e organização política dos trabalhadores da área e o necessário desenvolvimento de estudos e pesquisas a respeito dessa temática, de forma que se valorizar, que se instrumentalize qualitativamente o trabalho profissional e que contribua para a implementação de ações direcionads para mudanças."

4 comentários:

Flavio SantoRua disse...

salve!

Anônimo disse...

‎"o ser humano aliena-se em relação aos produtos de sua atividade e à própria atividade"

Didi. disse...

Serviço era o curso que eu sonhava fazer...nem sei como acabei enveredando para administração.
Pena que muitos não valorizem a profissão, pois ela é linda.

Camilla Aloyá disse...

salve!