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"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm." (1 Coríntios 10:23a)

transeuntes.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vivendo e aprendendo.

A cada dia que passa eu aprendo mais seja qual for a forma ou o sentimento que vem acompanhando esse aprendizado.
Eu gosto do reconhecimento, é bom, afaga o ego, nos deixa com vontade de ser e fazer cada vez melhor. Aceito também as críticas que por vezes me deixam pensativa ou colérica mas as aceito e paro para reflexão, foi difícil aprender a ter esse movimento: ouvir-parar-pensar, porém, a vida e as pessoas nos ensinam se não pelo amor, será forçosamente pela dor. Quando apenas uma pessoa fala é sinal de que talvez o problema não esteja somente contigo, mas quando mais de uma pessoa fala é pra se pensar.
Estou vivenciando uma nova etapa da minha vida, uma experiência que há de ser muito válida daqui pra frente no meu segmento profissional e crescimento pessoal. Momento em que estou construindo aos poucos o meu reconhecimento depois de alguns anos passando por lugares onde não houve o que eu almejava.
Por outro lado tentando entender ainda mais o ser humano controverso e autoritário. Um bicho estranho no entanto totalmente previsível de acordo com seu histórico de vida.
O que sou contra é ter um histórico de vida e mesmo assim se manter fechado para novas experiências, vivências e conhecimentos, se pautando sempre na sua própria vivência e esquecendo do tal do coletivo e das vivências alheias. Pode ser um certo distúrbio não perceber quando erra ou pode ser a mais pura dissimulação.
Eu acredito no ser humano, no poder tranformador do ser humano (vendo prós e contras das situações, tentando encontrar indícios de veracidade nas palavras e ações), embora também acredite que sou uma das poucas que ainda acreditam. Vejo que alguns de fato se transformam outros vivem buscando estratégias inconsciente ou conscientemente para afetar quem está perto.
O meu sentimento hoje é dúbio: volto para casa extremamente cansada como se um caminhão tivesse passado por cima de mim, chateada pelo ser humano ser por vezes autoritário e usar de estratégias insanas, volto repensando e reavaliando minha praxe; e feliz por saber que minha capacidade profissional supera e superará cada vez mais cada situação-problema que aparecer em meu encalço.

É um trabalho pesado com histórias de vida mais pesadas ainda, nada mecânico ou quiçá policialesco/ditatorial, ao contrário, muito subjetivo, onde respeita-se singularidades e trabalha-se potencialidades. A percepção somada ao insight devem ser aguçados falando e andando na mesma linha. Cada signo terá um porque, cada fala, cada ação desencadeiará um sentimento, significará e terá um desdobramento e um feddback diferenciado.

É um trabalho que oscila e nos faz oscilar.


"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina." (Cora Coralina)

5 comentários:

Camilla Aloyá disse...

"Brincar com crianças não é perder tempo é ganhá-lo. Se é triste ver meninos sem escola mais triste é vê-los sentados, enfileirados, em salas sem ar, com exercícios estéreis a formação do homem-cidadão."
(Carlos Drumond de Andrade)

Abiodun Akinwole disse...

é, vida loka é essa assim, de trabalho, vivência e absorção dos ambientes e energias.

abraço.

GIL ROSZA disse...

é fato. a função do aprendizado é não ter fim. quando vc se convence que seu aprendizado chegou ao fim, prevalecem as certezas... e nada pior para o indivíduo do que ele ter certezas demais.

Didi. disse...

De volta vim sentir o cheiro da letra-flor que trascende aqui.Mulher de fibra, Camila.

Jana disse...

Da sala de aula para a escola da vida - "Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender."
[Paulo Freire]