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transeuntes.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Pacificação X Enfrentamento.

Vencido o mal como há dias viemos escutando, quem se instala agora no comando ditando regras de maneira facista é o Estado. Com a instalação das UPPs - Unidades de Polícia Pacificadora, quem tem meio poder é a polícia. Estado X polícia, todos sabemos o que temos: uma ditadura mascarada.

A estratégia para tomada de poder do tráfico foi a Política de Enfrentamento. Política de Enfrentamento contra a falta de cidadania... isso é repressão. Enfrentamento e pacificação são opostos. Garanta a todos moradores de favela seus direitos sociais de cidadania para ver se não acontece a tão almejada a pacificação. Pacificam a vida dos que vivem na pista mas a vida de quem continua no morro não muda em coisa alguma.

Para afirmar isso, ora veja o desrespeito dos policiais em morros onde já existem as UPPs, necessário para o cidadão a elaboração de uma cartilha de abordagem policial, instruindo os moradores quanto ao abuso de poder, até onde a polícia pode chegar e onde estão ferindo seus direitos de cidadãos. Pôde não haver derramamento de sangue como previam mas que houve e sempre continuará havendo o "enxovalhamento" da dignidade isso nós não temos dúvidas.

Na TV estão falando há muitas horas, mostram milhares de vezes a mesma cena, sempre enfatizando que a Globo foi a primeira a mostrar a tragédia, a repressão, a transformação ou seja lá o que for... hipócritas, mercenários, facistas, e como dizem: "a população do morro teve uma noite tranquila", até quando não sabemos.

Quem sustenta o tráfico é quem mora na pista, os bacanas e seus filhos burgueses, quem dispõe de armamento é a própria polícia que agora quer contê-los. Chega a ser surreal pensar em tranformação da realidade de individuos quando a verdade é velada e dispositivos para acionar essa tranformação são negados covardemente. A favela sem dúvida alguma é a senzala da contemporaneidade.


Marcelo Yuka fala sobre as UPPs.

2 comentários:

GIL ROSZA disse...

Até 2016, o marketing do governo do estado do rio de janeiro, ainda vai precisar fazer muitas ações de propaganda institucional para criar uma “nova cara” pro Rio e mostrar para os investidores internacionais. Para os turistas gringos, passar a idéia de segurança e eficiência, sobretudo, de controle (sem arame farpado) sobre o gueto, o local que o estado usa para encobrir sua própria omissão e desinteresse em trabalhar com inteligência social. Se era tão fácil assim recuperar as áreas excluídas, por que não foi feita antes? É por que antes não havia Copa, nem Olimpíadas? A meninada do Baixo Leblon só ta preocupada com uma coisa: vai ou não faltar pó nesse final de ano?

Camilla Aloyá disse...

Gil, falou e disse!