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"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm." (1 Coríntios 10:23a)

transeuntes.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

cadê a revolução?

Eu gostaria de escrever sobre política ou sobre a questão social mas pra mim isso se tornou tão díficil, é mais fácil falar sobre eu mesmo na 1ª pessoa do singular ao trabalhar o coletivo, não estou conseguindo falar sobre a problemática da humanidade em seus vários segmentos e vertentes (um tanto egoísta mas esse é o meu momento estático, ressaltando que também não estou cega às adversidades que vejo todos os dias no jornal e na TV sensacionalista do nosso país ou mesmo ao vivo a cada esquina por onde passo, vejo o descaso e a desgraça alheia servindo como reality show da burguesia).

A política partidária me enoja no entanto faz-se necessário saber o que está a acontecer no mundo real, e aí vem a pergunta: o que ainda não se tornou partidário nessa cadeia de escrotos? quem ainda não se vendeu? Esse pseudo-controle social dentro dessa ordem plenamente estabelecida pelos "quem pode mais" não contribiu em nada para o crescimento e desenvolvimento econômico, social ou quiçá cultural da maioria, serve apenas para manter uma ordem social ditada por eles mesmos.

Gostaria de estar mais engajada na militância, fazer parte mais ativamente das lutas, participar dos eventos, movimentos e manifestações no combate ao que eu acredito estar do avesso na sociedade, só que meu lado revolucionário-ativista-militante anda meio capenga (ainda não desisti e essa minha fala não é de uma pessoa conformada com toda a situação, a revolução pra mim nunca será utópica e juro que não queria ficar de fora dela!), só que cansei de todo esse discurso pré-fabricado. Quero continuar me baseando na tal dialética e tentando desmistificar coisas desse mundo que ainda não consigo compreender.

Na verdade eu me desiludi muito com a minha profissão, não quero adentrar muito nessa questão mas a verdade é essa: descontentamento, e talvez não só com a profissão mas também com os colegas de profissão, com as pessoas que gerenciam esse modelo absurdo de estado-nação, enfim, com as pessoas que não enxergam um palmo a frente da cara, senão conformados são reformistas. Apenas o que posso dizer é que o Serviço Social contribuiu para que minha visão crítica ficasse ainda mais aguçada e valeu pelo crescimento intelectual contando com o conhecimento multidisciplinar que adquiri. No entanto também me deixou mais "louca" acredito, uma vez que, a pessoa sem conhecimento é uma, com conhecimento é outra, e quanto mais o temos mais sofremos. Pretendo ano que vem fazer um outro curso, talvez Direito ou Psicologia quem sabe assim não contribua por outros meios e usando de outras estratégias.

4 comentários:

GIL ROSZA disse...

Ei menina! Senti sua verve fervendo! Uma indignação legitima que pulsa ao compasso de tumbadora. A batida que um dia fez o povo pular nas areias de Havana, hoje em dia, não só é raro, mas em muitos casos, não passa de mero “lounge” na praça de alimentação dum grande shopping. A claridade dói mesmo na vista de quem já sacou que entre a chegada de Godot e a àrvore, há uma falta de corda tão presente, que obriga a gente a pensar em uma outra coisa. Beijão!

Daniela disse...

Seja perseverante, resistência sempre! não desista do que você gosta e acredita, talvez seja mesmo necessário partir para novas estratégias mas não desista, precisamos de pessoas como você que acreditam que ainda possa haver mudanças nesse mundo capitalista.

um beijo grande.

Ines disse...

Você disse tudo, mas venha pra psicologia!

Camilla para os menos íntimos... disse...

não inês, irei para o direito.