apenas eu.

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"Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm." (1 Coríntios 10:23a)

transeuntes.

sábado, 1 de agosto de 2009

A verdadeira verborréia.

Ultimamente venho vivendo num mundo introdutório e tão instrinscecamente meu (pleonasmo é mato) e a única coisa que ameniza minha tensão nesses momentos é a música, melhor companheira de todas e mais inusitadas ocasiões. Não sou muito assim assim com a tecnologia mesmo assim me aventurei em me modernizar deixando meu velho celular de lado e comprando um negocinho daquele de escutar músicas, um MP4 para ser mais precisa e com ajuda de alguns queridos aprendi os macetes do poderoso reprodutor de músicas (porque o manual veio em todas as línguas possíveis: inglês, espanhol, japonês, chinês, russo... menos em português). Esse aparelinho está me livrando uma cara. A música tem poder transformador, me ajuda a pensar, me acalma, me faz chorar, rir, cantar e dançar sozinha na rua, no ônibus, metrô, na fila do banco ou em qualquer lugar que seja, não poupo esforços para dançar comigo mesmo (as pessoas me olham estranhamente, riem ou pensam que sou louca, acertaram!). Sou meio eclética, escuto tudo que for bom e sonoro para meus ouvidos, meu lema é "música boa sem rótulos".

Por esses dias ando atônita, numa irritabilidade, a tremedeira é monstro (quem me conhece sabe), tolerância zero, sangue fervilhando, um pingo vira uma tempestade e isso não faz bem eu sei, depois fico pensando que sempre desconto meus desabores nas pessoas mais próximas. Na boa, não estou conseguindo manter um diálogo com as pessoas, elas estão me irritando e o término das conversas são sempre com uma animosidade temível da minha parte. Eu preciso ficar sozinha e ao mesmo tempo quero estar com alguém, é dúbio o negócio aqui dentro de mim. Ainda não está sendo fácil conviver com todas as mudanças externas e internas, com as pessoas entrando e saindo da minha vida e com os costumes alheios e detalhes tão ignóbeis. Voltar para casa não é muito legal depois de uma temporada longe. Se não tivesse eu um ser tão pequeno para zelar, por Deus, não teria voltado e provavelmente já teria botado o pé nesse mundão de meu Deus, sei lá colocar o mochilão nas costas, vender artesanato, viver com a natureza - não seria nada mal estar cada dia num canto diferente e com um verde na cabeça.

O único momento que estou bem é quando estou sozinha comigo mesmo, absorta em meus pensamentos, com o fone de ouvido na orelha. Estou meio num sistema de evitação do mundo externo - e do interno idem - pouco estou saindo de casa. Sou paga para minimizar/amenizar os problemas de outrem sendo que nem os meus consigo resolver. Meus músculos estão mais tensos do que nunca e nem mesmo trabalhar com as entidades está me deixando mais leve, pelo contrário acredito que eu esteja as atrapalhando. Sinto que estou me negligenciando. O refúgio de outra maneira para conter a ansiedade está sendo comer e engordar por consequência, me olho no espelho e vejo que existem protuberâncias antes não existentes, oscilações no arquétipo e mesmo assim isso não faz com que eu pare de me intoxicar de chocolate e a mais nova receita é morangos com leite condensado, creme de leite e suspiros, tudo misturado virando uma massaroca gostosa que me tranquiliza me deixando em êxtase. Insônia? não! eu durmo muito durante o dia numa tremenda ossiosidade (possível fuga) e a noite não tenho sono, aí fico perambulando pela casa, fumo vários cigarros ou fico na procura de alguém para interagir pela internet essa babilônia que também está intimamente ligada a mim.

Sei que não sou fácil, que sou tinhosa e não tenho um gênio lá dos melhores, parafraseando "eu causo", posso até dizer que faço parte da seita ETM que é o dom de Emputecer Todo Mundo só que ultimamente está terrível. Até a toa eu ando chorando, não queria permanecer fazendo uso daquela medicação que me deixa dopada, com os movimentos friamente calculados e fala mansa (preciso de outro tipo de panacéia para me curar de toda essa merda), a explosão e o dinamismo fazem parte de mim, entretanto, sinto que os estou perdendo sendo tão complacente, subserviente a toda essa situação, a mercê dos meus sentimentos, vivendo as turras, destituída de força para reagir e os dias perpassam e com eles toda essa pseudo-euforia fragmentadora e sem sentido. Porra! mina doida essa que eu me transformei.

4 comentários:

Fantasmas Vermelhos disse...

Gostei do blog antes de tudo, Bela reflexão, mas pena que tá um tanto subjetiva, mesmo assim traz questões interessantes pra reflexão..

Camilla para os menos íntimos... disse...

porque pena?
o meu blog é subjetivo, diz muito mais sobre eu mesmo e meus pensamentos do que sobre uma questão central, sobre algo específico!
"querendo" saber sobre mim, sobre o que estou sentindo e pensando no momento esteja a vontade.

Anônimo disse...

é vc tem o dom de emputecer à todos e todas, mesmo assim a gente ainda te ama, sua chatonilda mau-humorada! Haha!

Indianara Nonzamo disse...

Oscilamos entre bons e maus momentos, o lance é tentar descobrir pra onde se quer ir, onde se quer chegar, qual é o próximo passo...

Mas tem que tomar um certo cuidado para não entrar em um ciclo vicioso e acomodar-se aos acontecimentos, por mais que alguns fujam ao nosso controle.

A subjetividade faz parte do ser humano é dificil sair disso quando tudo tem várias possibilidades e variaveis...